segunda-feira, 7 de junho de 2010

FICAR NO APOIO

The-Simpsons-House-x

Pedro Franco

Acho que o cinema tem uma boa denominação para isto: supporting cast. Elenco de apoio.
Não há um bom filme, ou boa novela de televisão , sem um bom
supporting cast. Quem faz bom cinema, ou boa televisão, sabe.
Se os principais atores forem de bom nível, mas se não houver um grupo de apoio,
atores experientes que dão base às estrelas, a obra estará fadada ao fracasso.
Se na arte de representar o fato é notório , na vida comum, no dia a dia das famílias e mesmo no trabalho, é difícil comportar-se como figura de apoio,
principalmente para quem já teve função de mando.
Em firmas, as diretorias ainda podem determinar quem é estrela e quem é apoio.
Nos governos tal fato também sucede. E nas famílias ? Quem sabe ser elenco de
apoio ?
No dia a dia vejo quanto é difícil ser apoio, passar para a segunda linha e deixar quem de direito funcione. Um exemplo : um avô foi pai, ou uma avó foi mãe e
tiveram como função comandar uma numerosa família.

coadjuvantes
Mas o tempo passou, vieram novos personagens, os filhos casaram-se, vieram noras e genros, neto , avós do outro lado e as conveniências podem complicar-se, se cada um não souber buscar seus novos limites, atuar como apoio, sem mais
tentar comandar o espetáculo da vida da família.
Portanto o avô, ou a avó, que pensa ter sabido conduzir sua família (e muitas vezes soube) tem que entender que agora é coadjuvante, auxiliar, base, escada,
supporting cast.
Parece fácil ? Não, não é. Anos e anos na frente da ribalta e agora devem ficar com papéis menores e até atuar por trás das coxias. O Oscar dá prêmios para os
atores coadjuvantes, mas a vida abertamente não.
Mas cada um tem que saber qual é o seu papel naquele momento. Quando se
comportar como estrela? Quando funcionar como apoio ?
Não creio que fórmulas existam. Em cada situação há que pensar, refletir, mas o bom senso determinará que um incendiário comandante em idéias e decisões no passado, que manteve de fato uma liderança familiar, veja com o tempo que de
incendiário terá que virar bombeiro e apagar os possíveis incêndios .
Se alguém pensar que de ator principal em determinados assuntos familiares, precisa virar coadjuvante, esta crônica já teve algum efeito, ainda que não
apresente fórmulas para a arte de conviver em família e mesmo na vida em geral.
Os bons atores do supporting cast sempre encontram emprego e têm sucesso, lembre-se. E são também de enorme importância. .
( Extraído da revista Portal Clube - Amizade Com Poesia, O Jornalzinho )  http://www.imagina.com.br/postalclube )
colaboração de Araci Barreto.

3 comentários:

  1. Ei!
    Vim ver o que vc anda postando,
    dizer que ha otimos textos
    la nos meus blogs te aguardando
    e deixar
    bjins entre sonhos e delírios

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  2. Querido, a mais pura verdade e q deveria ser descoberta por muita gente. Alguns casamento fracassam pq algumas mães não entendeem q seu papel mudou e se o filho(a) não sabem mostrar com carinho e respeito, ou morre a família um ou a dois.
    Bjs, linda semana.

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  3. Antonio,
    belo texto, concordo plenamente.
    Um coadjuvante muitas vezes pode orientar e ser melhor que a estrela principal, basta que saiba ser ele mesmo e não queira se impor em demasia. Assim é a vida em familia, como uma hierarquia de poderes que deve ser respeitada.
    bjs

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