segunda-feira, 13 de setembro de 2010

A inferioridade do Ensino Superior

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Ao fim você me chamará romântico, mas ando mastigando essas coisas faz tanto tempo que esse artigo será nada menos que um grande cuspe.
Cartazes, panfletos e propagandas de televisão têm me convidado a ingressar na universidade. Uma formação superior que abrirá as portas para uma brilhante carreira profissional, com salários exorbitantes, viagens para a Europa, apartamentos em Copacabana e uma família branca, negra, índia e feliz.
São todos os sonhos deles realizados.
Passo pela prova de admissão — que exige todo o potencial de meus dois neurônios relapsos — e chego na primeira aula com meu boné, meus óculos escuros e as roupas largas que hoje impressionam as garotas (aquelas, lindíssimas, que às oito da manhã estão com 1 quilo de maquiagem no rosto) da mesma forma que o terno e a gravata impressionarão daqui cinco anos.
Sou um universitário. Dirijo o carro importado que ganhei do papai como prêmio por passar no vestibular e desfilo pelos corredores portando as últimas notícias futebolísticas. Tenho aula de filosofia, política, ética, direito, religião, mas apesar de não entender uma palavra do que falam e não me preocupar em ler aquelas absurdas quatro páginas que o professor pediu, sei que tudo isso não adicionará nenhum zero em minha conta bancária e por isso vou faltar hoje, afinal a prova final é com consulta, em dupla.
Finalmente a formatura. Minha família chorando de alegria vendo o filho receber um canudo e ser agraciado com o título de bacharel. Sou o primeiro da linhagem a alcançar tamanho sucesso. Meu currículo não é dos melhores, algumas reprovações atrasaram meus planos, mas nada que papai não resolva com aqueles amigos dele.
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Um comentário:

  1. Amigo, isso completa meu post com a diferença d q meus alunos não somam muitos zeros em suas contas bancária q provavelmente nem existirão mas a competência profissional e o conhecimento com certeza se igualará ao autor deste artigo. Se meu aluno conseguir um emprego já fico feliz pois será menos um a depender d políticas assistencialistas seja d q governo for.
    Bjs, bom dom. e ótima nova semana.

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