terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Bom para o corpo e para o espírito


Marco Aurélio Merguizzo

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O hábito de tomar café, associada à confraternização e a encontros sociais, culturais e artísticos, acontece desde o século XV. As kaveh kanes de Meca, além de serem locais para reza e meditação, também eram onde os muçulmanos passavam tardes inteiras conversando e ouvindo música.

As cafeterias árabes ficaram famosas no Oriente pelo seu luxo, suntuosidade e pelos encontros que proporcionavam entre os comerciantes que ali fechavam negócios.

No velho Mundo, o café ganhou definitivamente o gosto dos europeus, principalmente os italianos, a partir de 1615. Especialmente em Veneza, o hábito de tomar café esteve associado a encontros sociais e aos saraus musicais que ocorriam na alegre Botteghe del Caffe, também um dos endereços que mais difundiu a prática da torrefação e moagem do café. Já no restante da Europa, o espírito e a filosofia dos cafés também foi ganhando novas fronteiras.

A Áustria, por exemplo, foi "presenteada" pelos turcos com várias sacas de café, em 1687. Na verdade, os invasores abandonaram uma grande quantidade de grãos às portas de Viena, após uma tentativa frustrada de conquista. Este valioso "presente de turco" foi aproveitado prontamente pelos austríacos, que acabaram inventando e consagrando o famoso café vienense.

Os cafés desenvolveram-se na Europa durante o século XVII, enquanto florescia o Iluminismo e se planejava a Revolução Francesa. Durante tardes inteiras, jovens reuniam-se ao redor de xícaras de café, discutindo o destino das nações, declamando poemas, lendo livros ou simplesmente passando o tempo.

Assim, os cafés se tornaram o ponto-de-encontro preferido de escritores, políticos e artistas europeus. Na França, onde o café surgiu pela primeira vez em Marselha, em 1644, e, em Paris, anos depois, há relatos de um "siciliano de nome Procópio que abriu um estabelecimento em 1688 em frente à Comédie-Française - o Procope, que funciona até hoje na capital francesa - tornou-se o local de encontro de atores e escritores e célebre salão literário". Voltaire, habituée deste e do Regencia Café, tomava ali, enquanto planejava a Revolução Francesa ao lado dos iluministas Rousseau, Diderot e Condorcet, uma "mistura de café com chocolate", que seria um aparentado da atual receita do capuccino.

Continue lendo esse texto  em "Delícias, Sabores e Segredos do Café " ( Extraído do blog Azul Caudal , do amigo Sammis Reachers,  http://azulcaudal.blogspot.com )

Um comentário:

  1. Olá amigos/as, peço desculpas por só hoje interagir, pois estava sem acesso a net desde o dia 09/01/2011.
    E por estar atrasado com as tarefas blogais farei outra visita e comentarei sua postagem.
    Obrigado

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