segunda-feira, 21 de março de 2011

SOBRAS DA HISTÓRIA

Roberto Pompeu de Toledo

200573647-001

Claúdio Manuel da Costa morreu no dia 4 de julho de 1788, quarenta dias depois de ter sido preso, acusado de integrar a conspirata contra o domínio português. Suícidio, segundo a versão oficial, assassinado pelos algozes, segundo suspeita que atravessa os séculos. Claúdio tinha 60 anos e era solteiro.

Na poesia, como era moda entre os chamados "árcades", ele cantava as belas pastoras Daliana,Violante,Nise, Eulina - esta última tão branca que "parece escura a neve em paralelo". Na vida real, amou a negra Francisca Cardosa, escrava cuja alforria comprou de um vizinho. Teve duas filhas com ela - Francisca e Maria.

O poeta, homem rico, foi reduzido a zero. Teve todos os bens, das fazendas às roupas e aos 406 livros, sequestrados pela coroa portuguesa.
Pela lei portuguesa, no entanto, ainda valia castigar os parentes do condenado, e assim seus filhos e netos foram declarados infames.

Uma das propriedades de Claúdio era a fazenda da Vargem, lá junto ao Itacolomi, no caminho entre Ouro Preto e Mariana. Ela mudou de mão várias vezes,desde que foi do poeta.

Mas os descendentes continuaram por ali. Por liberalidade dos novos donos, foi-lhes permitido continuar na franja da fazenda denominada Areião. ( extraído do artigo "Sobras da História", revista Veja , edição 2027, ano 40. )

Saiba mais em
http://pt.wikipedia.org/wiki/Cl%C3%A1udio_Manuel_da_Costa  e em 
http://www.sonetos.com.br/biografia.php?a=7

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