domingo, 29 de maio de 2011

RELÓGIOS

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Extraído do Jornal Literarte – SP

Foi Dante Alighieri, o primeiro a descrever o relógio mecânico com motor, rotação, o escape e o regulador, constituído de um pêndulo. O primeiro relógio público foi instalado em Milão, em 1309, na torre de Santo Eustórgio.

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Em 1462, Bartolomeu Manfredi, na cidade de Mântua, construiu o primeiro relógio de bolso, cujo peso-motor foi substituido por uma mola. Em 1595,o Duque d'Este recebeu como presente um relógio carrilhão, o primeiro a ser construído.

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Por volta de 1600, Galileu Galiléi inventou o pêndulo, que foi usado nos medidores de tempo e permitiu que fosse obtida uma vibração constante e igual. Dessa data em diante, todos os relógios passaram a ser construídos com base nesse princípio.

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Em 1674,Huygens inventou a mola em espiral. Um século mais tarde, John Harrison,um relojoeiro inglês,fabricou o primeiro cronometro, que alcançava maior precisão.

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O primeiro modelo de relógio de pulso, que se conhece foi feito cerca de 1814 pelo relojeiro Abraham Louis Bréguet, por encomenda de Carolina Murat, princesa de Nápoles e irmã de Napoleão Bonaparte. A invenção é ainda atribuída, mais tardiamente, em 1868, a Athoni Patek e Adrien Phillipe, fundadores da empresa Patek-Phillipe. O modelo tornou-se rapidamente popular como adereço tipicamente feminino a partir dessa altura.

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No início do século XX o aeronauta brasileiro Santos Dumont, por necessitar deste modelo por razões práticas, pois tinha as mãos sempre ocupadas em seus balões, pediu ao seu amigo joalheiro, Louis Cartier, que lhe fizesse um relógio de pulso especial. Cartier colocou então uma pulseira de couro num dos maiores modelos de relógio de pulso femininos da sua colecção, e em março de 1904 ofereceu-o a Santos-Dumont.

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Este episódio leva a que se considere Santos Dumont como o responsável pela popularização do relógio de pulso entre os homens.

(jornal Literarte, São Paulo, editado por Arlindo Nóbrega. http://jornalliterarte.blogspot.com/)  Saiba mais em  http://www.mundodosrelogios.com/

sexta-feira, 27 de maio de 2011

CANÇÃO

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Cecília Meirelles

Era um rosto
na noite larga
de altas insônias
iluminada.

Serás um dia
vago retrato
de quem se diga:
“o antepassado”.

Eras um poema
cujas palavras
cresciam dentre
mistério e lagrimas.

Serás silencio,
tempo sem rastro,
de esquecimentos
atravessado.

Disso é que sofre
a amargurada
flor da memória
que ao vento fala.

roubado do blog "Cecília Meireles"
http://ceciliameireles2009.blogspot.com/

quinta-feira, 26 de maio de 2011

O RIO E O OCEANO.

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Autor Desconhecido

Diz-se que mesmo antes de um rio cair no oceano, ele treme de medo.
Olha pra trás, para toda a jornada: os cumes, as montanhas, o longo do caminho sinuoso através das florestas e dos povoados, vê a sua frente um oceano tão vasto que entrar nele nada mais é do que desaparecer para sempre.

Mas não há outra maneira : o rio não pode voltar.
Ninguém pode voltar.  Voltar é impossível na existência, você pode apenas ir em frente.

O rio precisa se arriscar e entrar no oceano.
E somente quando ele entra no oceano é que o medo desaparece, porque então o rio saberá que não se trata de desaparecer no oceano, mas torna-se oceano. Por um lado é desaparecimento e por outro é renascimento.

Assim somos nós;voltar é impossível na existência humana.
Você pode ir em frente e se arriscar.
Coragem!
T
orne-se um oceano.  Vença todos os obstáculos e continue a sonhar.

(enviado por Rose Arruda )

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Grandes e sábios homens

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Sonia Maria Peruzzo

Me digam, quem faz jus ao título 'este é um grande homem'? Será que são os inteligentes? Bem, para mim não basta ter inteligência para ser grande.

Serão, então, os poderosos? Cá para nós, tem um monte de poderosos que só olham para o próprio umbigo, dormindo em sua mesquinhez. Quem sabe seriam os homens que pregam a religiosidade? Neste ponto, também não basta qualquer forma de religião, pois cada qual tem seu valor, suas verdades e, assim sendo, devemos respeitá-los, sem esquecermos que são humanos iguais a nós, sujeitos ao erro também.

Poderíamos aqui citar diversos homens que possuem muita inteligência, muito poder, muito tudo e se 'acham' os tais senhores da verdade, do certo e do errado, supostamente grandes sábios, mas infelizmente nem por isso são grandes homens.

Então o que lhes falta para serem grandes homens?

Talvez um pouco de humildade e nobreza, uma certa profundidade e plenitude de alma, indispensáveis à verdadeira grandeza de qualquer ser humano.
Para mim, um grande homem é silenciosamente bom, é genial, mas não fica se exibindo por aí. É poderoso, mas não ostenta, socorre a todos sem precipitações, sem alardes para se auto-promover com o 'eu fiz', 'eu ajudei' e etc.

Homens grandes e sábios são puros de coração e não ficam falando, fazendo intrigas contra seu próximo, respeitam o sagrado, mas sem o fanatismo que humilha, dilacerando a auto-estima de tantos com o bordão incoerente do 'eu estou certo, e você não sabe de nada'. Respeito homens que carregam fardos pesados com leveza de uma pluma, sem emitir qualquer gemido de queixa contra Deus e o mundo, admiro aqueles que sabem ser líderes, que dominam a palavra sem a insolência do 'ser mais que os outros', que são humildes, mas sem servilismo.

Aqueles que amam sem se oferecer, os tantos que nos fazem bem antes que se perceba, pois sua energia e luz nos contagia, mesmo a muita distância.
Me orgulho de homens que rasgam caminhos em prol do progresso, mas tomam todo o cuidado para não pisar e nem esmagar ninguém, que abrem espaços e trajetos únicos sem ter que arrombar qualquer porta, entrando em nossos corações em forma de leveza e magia.

Um grande e sábio homem pode ser comparado ao astro-rei, o Sol! Esse assaz poderoso é incansável, a fim de sustentar um sistema planetário, e também é assaz delicado para, a cada novo raiar, com seu calor suavemente beijar uma pétala de flor.

É, assim são os grandes e sábios homens, que agem verdadeiramente, que são o que são, sem os mais nem os menos de tantos estereótipos inventados, máscaras atrozes de homens fadados à solidão, ao descaso.

soniaperuzzo@yahoo.com. br,
www.jornalpanoramaregional.com.br

 

quarta-feira, 11 de maio de 2011

A HISTÓRIA DOS BRINQUEDOS

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Guia dos Curiosos

Em 1902, O imigrante russo Morris Michtom fabricou os primeiros ursos de pelúcia. Há versões que dizem que, antes dele, a alemã Margaret Steiff já fuzia animaizinhos de feltro.
Em 1935, O norte-americano Charles B. Darrow inventou o Banco Imobiliário.
Em 1947, O inglês Peter Adolph lançou o futebol de botão.
Em 1949, na Dinamarca, o marceneiro Olé Kirk Christiansen desenvolveu as peças de encaixe que compunham o Lego.
Em 1956, o autorama, uma mini-pista de corrida com carrinhos movidos a pilha, foi lançado na Inglaterra
Em 1959, a norte-americana Ruth Handler criou a Barbie, uma das bonecas mais famosas da história. O primeiro modelo vinha com um maiô listrado.

Guia dos Curiosos
http://guiadoscuriosos.ig. com. br
Saiba mais em http://www.guiadoscuriosos.com.br/categorias/3794/1/urso-de-pelucia.html

terça-feira, 10 de maio de 2011

Escolho meus amigos pela pupila

Oscar Wilde

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Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila. Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.

A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos. Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo. Deles não quero resposta, quero meu avesso. Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.

Para isso, só sendo louco! Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.

Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta. Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria. Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto. Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade. Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.

Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça. Não quero amigos adultos nem chatos. Quero-os metade infância e outra metade velhice! Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa.

Tenho amigos para saber quem eu sou. Pois ao vê-los loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que a “normalidade” é uma ilusão imbecil e estéril.

( roubado do blog da Regina Volpato :  http://blog.reginavolpato.com.br. Vale a visita ) 

segunda-feira, 9 de maio de 2011

AINDA TEMOS MUITO QUE APRENDER....

Autor Desconhecido

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O Dr. Arun Gandhi, neto de Mahatma Gandhi e fundador do MK Institute, contou a seguinte história sobre a vida sem violência, na forma da habilidade de seus pais, em uma palestra proferida em junho de 2002 na Universidade de Porto Rico.

'Eu tinha 16 anos e vivia com meus pais, na instituição que meu avô havia fundado, e que ficava a 18 milhas da cidade de Durban, na África do Sul.

Vivíamos no interior, em meio aos canaviais, e não tínhamos vizinhos, por isso minhas irmãs e eu sempre ficávamos entusiasmados com possibilidade de ir até a cidade para visitar os amigos ou ir ao cinema.

Certo dia meu pai pediu- me que o levasse até a cidade, onde participaria de uma conferência durante o dia todo. Eu fiquei radiante com esta oportunidade.

Como íamos até a cidade, minha mãe me deu uma lista de coisas que precisava do supermercado e, como passaríamos o dia todo, meu pai me pediu que tratasse de alguns assuntos pendentes, como levar o carro à oficina.

Quando me despedi de meu pai ele me disse:
'Nos nos encontraremos aqui, às 17 horas, e voltaremos para casa juntos'.

Depois de cumprir todas as tarefas, fui até o cinema mais próximo. Distraí-me tanto com o filme (um filme duplo de John Wayne) que esqueci da hora. Quando me dei conta eram 17h30. Corri até a oficina, peguei o carro e apressei-me a buscar meu pai. Eram quase 6 horas. Ele me perguntou ansioso: 'Porque chegou tão tarde?' Eu me sentia mal pelo ocorrido, e não tive coragem de dizer que estava vendo um filme de John Wayne. Então, lhe disse que o carro não ficara pronto, e que tivera que esperar.

O que eu não sabia era que ele já havia telefonado para a oficina. Ao perceber que eu estava mentindo, disse-me: 'Algo não está certo no modo como o tenho criado, porque você não teve a coragem de me dizer a verdade. Vou refletir sobre o que fiz de errado a você. Caminharei as 18 milhas até nossa casa para pensar sobre isso'. Assim, vestido em suas melhores roupas e calçando sapatos elegantes, começou a caminhar para casa pela estrada de terra sem iluminação. Não pude deixá-lo sozinho...Guiei por 5 horas e meia atrás dele... Vendo meu pai sofrer por causa de uma mentira estúpida que eu havia dito. Decidi ali mesmo que nunca mais mentiria.

Muitas vezes me lembro deste episódio e penso: 'Se ele tivesse me castigado da maneira como nós castigamos nossos filhos, será que teria aprendido a lição?'

Não, não creio.

Teria sofrido o castigo e continuaria fazendo o mesmo. Mas esta ação não-violenta foi tão forte que ficou impressa na memória como se fosse ontem.

'Este é o poder da vida sem violência'.

( enviado por Bete )

domingo, 1 de maio de 2011

COMO SURGIU A NUMERAÇÃO DOS CALÇADOS

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Em 1305, para uniformizar as medidas em certos negócios, o rei Eduardo I, da Inglaterra, decretou que fosse considerada como uma polegada a medida de três grãos secos de cevada, colocados lado a lado.
Os sapateiros ingleses gostaram da idéia e passaram a fabricar, pela primeira vez na Europa, sapatos em tamanhos-padrão, baseados no grão de cevada.
Desse modo, um calçado infantil medindo treze grãos de cevada passou a ser conhecido como tamanho 13 e assim por diante.

Extraído do livro "Língua e Literatura", Faraco e Moura, volume 3
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Saiba mais , aqui, no blog  ABC Imaginário