domingo, 26 de junho de 2011

PERSEVERÂNCIA

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Paulo Coelho

A vida é como uma corrida de bicicletas. Na largada, estamos juntos, compartilhando camaradagem e entusiasmo.
Mas, à medida que a corrida se desenvolve, a alegria inicial cede seu lugar aos verdadeiros desafios: o cansaço, a monotonia, as dúvidas sobre a própria capacidade.
Percebemos que alguns amigos desistiram do desafio : ainda estão correndo, mas só porque não podem parar no meio da rua.
Terminamos nos distanciando
e então, somos forçados a enfrentar a solidão e as surpresas, tais como as curvas desconhecidas ou os problemas com a bicicleta.
E, ao fim de um certo tempo, começamos a nos perguntar se vale a pena tanto esforço.
Sim, vale a pena. Trata-se apenas de não desistir.  (enviado por Viviane Balau )

quinta-feira, 23 de junho de 2011

REFLEXÃO

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autor desconhecido

Um jovem e bem sucedido executivo dirigia na vizinhança, correndo em seu novo Jaguar.
Observando crianças se lançando entre os carros estacionados, diminuiu um pouco a velocidade, quando achou ter visto algo.
Enquanto passava, nenhuma criança apareceu.
De repente um tijolo espatifou-se na porta lateral do Jaguar.
Freou bruscamente e deu ré até o lugar de onde teria vindo o tijolo.
Saltou do carro e pegou bruscamente uma criança empurrando-a contra um veículo estacionado e gritou:
- Por que você fez isto? Quem é você? Que besteira você pensa que está fazendo?
Este é um carro novo e caro, aquele tijolo que você jogou vai me custar muito dinheiro.
Por que você fez isto?............................
Continue lendo  REFLEXÃO , O TIJOLO ...

(Colaboração : Rose Arruda ) .
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terça-feira, 21 de junho de 2011

TEMPO PERDIDO

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Paulo Mohylovski

Descobri que Pierre, meu amigo de adolescência, estava internado na enfermaria de um hospital público. Eu tinha que me armar de coragem para poder vê-lo.

Depois de dois dias
que soube da notícia, estava diante do hospital, um pouco triste e ansioso com tudo aquilo. Antes de entrar, me lembrei das nossas tardes intermináveis, vagabundeando por todos os lugares que desse na telha.

Gostávamos especialmente de um terreno baldio que ficava
diante da sua casa – e que mais tarde se tornou um Shopping Center. A gente levava uma garrafa de vinho e um violão e ficávamos tocando a tarde inteira todas aquelas músicas dos anos 80, principalmente “Tempo Perdido”. Não tinha um dia sequer que não cantávamos a música de Renato Russo.

“Somos tão jovens”, era o verso que gente cantava com mais
intensidade, bêbados e juvenis. Até que Rosane, uma garota de olhos castanhos, apareceu nas nossas vidas. Ou melhor, na vida de Pierre.

Eu apenas continuava acompanhando o casal apaixonado quando eles não
davam um perdido em todo mundo. Rosane também cantava nas nossas tardes bêbadas, mas muito melhor do que nós dois juntos. Em todo caso, éramos um belo trio.

Me lembro que Pierre sempre me levava junto pra casa de Rosane. Tínhamos que subir uma ladeira imensa antes de chegarmos na casa.

Pierre sempre tossia muito quando chegávamos
no final da ladeira. “Você precisa parar de fumar”, eu dizia. Ele ria, dizia que não era nada, que iria parar e cantarolava uma canção. “Somos tão jovens”.

Eu me lembrei de tudo aquilo na porta do hospital.  Suspirei. Tomei coragem e entrei. Na sala da recepção, vi uma mulher de óculos escuros saindo de um elevador.

Não reconheci a
estranha de vestido vermelho. Ela veio se aproximando de mim e me abraçou. Reconheci Rosane. Ela estava chorando. “Que horrível que ele está!”, ela disse, entre lágrimas. Tive vontade de perguntar: “Ele sabe de tudo? Você contou que nós dois...?” Mas a única coisa que perguntei era como ela estava.

Rosane me respondeu com um sorriso amargo que
estava bem. Fazia anos que não nós víamos. Os três. “Somos tão jovens”.

Rosane se despediu de mim e
me deu o seu cartão de advogada. Olhou para fora e me perguntou se eu achava que iria chover.

“A tempestade que chega é da cor dos seus olhos castanhos”, tive vontade de
responder, mas me calei. Depois que ela se virou e foi embora, esperei pelo elevador. Ia ser muito difícil. Tudo era difícil nesta vida.

Quando o elevador chegou, respirei fundo e entrei. Éramos tão jovens e ainda não podíamos morrer. Pierre estava numa cama, respirando profundamente e com dificuldade.

Estava de olhos fechados. Quando abriu os olhos e me viu, deu um sorriso triste. “Rosane acabou de sair daqui”, ele disse. Segurei a mão do meu amigo, perguntei como ele estava indo e depois continuamos conversando como se o tempo não tivesse passado, nem perdido.

E no final da visita, entre tosses e lágrimas, comecei a cantarolar baixinho a música de Renato Russo, enquanto Pierre fechava os olhos para adormecer em paz...

( Blog Conto Perdido - 
http://contoperdido.zip.net/)
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Confira outros textos do grande Mohylovski em
http://www.recantodasletras.com.br/autor_textos.php?id=72420

domingo, 12 de junho de 2011

DECEPÇÕES SÃO NORMAIS

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(Silvia Schmidt)

Um homem, no limite de suas forças, atentou contra a própria vida com uma arma de fogo. Ouvindo o tiro, o vizinho entrou naquele apartamento, e ao lado do corpo encontrou uma carta assim escrita:

"Não deu para suportar. Passei a noite toda como um louco pelas ruas. Fui a pé...não tinha condições de dirigir. Perdi meu emprego por injustiça feita contra mim. Nada mais consegui. Ontem telefonaram avisando que minha moradia no campo foi incendiada. Estava ameaçado de perder este apartamento por não ter pago as prestações. Só me restou um carro tão desgastado que nada vale.  Afastei-me de todos os meus amigos com vergonha desta humilhante situação... e agora, chegando aqui, não encontrei ninguém...fui abandonado pela minha esposa e levaram até minhas melhores roupas! Aquele que me encontrar, faça o que tem que ser feito. Perdão.”

O vizinho dirigiu-se ao telefone para chamar a polícia.
Quando esta chegou viu que havia recado na secretária eletrônica. Era a voz da mulher do morto:

”- Alô ! Sou eu querido! Ligue para a firma! O engano foi reconhecido e você está sendo chamado de volta para a semana que vem! O dono do apartamento disse que tem uma boa proposta para não o perdermos! Estamos na nossa casinha de campo. A história do incêndio era trote! Isso merece uma festa, não merece? Nossos amigos estão vindo para cá. Um beijo! Já coloquei suas melhores roupas no porta malas do seu carro. Vem! “

(Cortesia: Rose de Arruda/Cuiabá-MT/Brasil )
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visualizar o perfil de rose:
http://www.orkut.com.br/Profile?uid=18066936236589253373&mt=2
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mais mensagens de Silvia Schmidt em 
http://humancat.com/Recanto/recanto.htm

sexta-feira, 10 de junho de 2011

INTELIGÊNCIA CANINA

Eduardo Szklaraz e Alexandre Versignassi

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PARA começar a entender como funciona a inteligência em mentes que não são de Homo sapiens, temos que compreender como elas percebem o mundo. Para os humanos, uma rosa é uma flor romântica. Para um besouro, ela é um território de caça.

Um leopardo mal percebe que as rosas existem. Um cachorro não vai ligar pra ela, a menos que ela contenha xixi de outro cachorro ou tenha sido tocada pelo dono. Ai, sim, ele vai dar à rosa um montão de significados.

"Enquanto somos seres visuais, os cães sentem a realidade com o focinho", diz a psicóloga americana Alexandra Horowitz, especialista em comportamento animal. Ao cheirar um cafezinho, por exemplo, algumas pessoas conseguem saber se ele foi adoçado com uma colherinha de açúcar. Já um beagle consegue farejar uma colher de açúcar diluída numa quantidade de café equivalente a duas piscinas olímpicas.

Assim, o universo dos cachorros é um estrato de cheiros diferentes. Talvez por isso eles não liguem para a própria imagem no espelho. Mesmo que não concluam que a imagem é a deles, não sentem nenhum cheiro diferente, então não interpretam como sendo outro cachorro.

Esse supernariz também lhes confere a habilidade de um detetive. Graças aos odores que você exala e às células epiteliais que deixa pelo caminho, seu cão sabe quase tudo sobre você: por onde andou, que objetos tocou, o que comeu, se beijou alguém ou se correu um pouco. Exceto a comida, claro, ele não se interessa pelos outros dados.

O olfato do cão é capaz até de rastrear doenças em humanos, como mostra um recente estudo da Universidade Kyushi, no Japão. O labrador Marine, de 8 anos, detectou câncer de intestino ao cheirar o hálito e as fezes de pacientes. Tumores de pele, pulmão e bexiga também já foram farejados por cães em estudos anteriores.

( "O que eles pensam", revista Super Interessante, edição 289 )

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Saiba mais em 
http://cachorroblog.wordpress.com/2009/07/28/inteligencia-canina/

domingo, 5 de junho de 2011

CURTINHAS

pergunta 

- Paiê! Por que as mulheres são chamadas de sexo oposto??
- Porque sempre que a gente quer fazer alguma coisa, elas querem ao contrário ...
( www.piadas.com.br)


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frase

“A felicidade não passa de saúde boa e memória fraca”. Albert Schweitzer, médico, FRA, 1875-1965 ( www.farmaciadepensamentos.com)

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lawrence

O problema de resistir a uma tentação é que você pode não ter uma segunda chance ( Lawrence Peter )

 

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somos sóis

solidao

e a solidão costura
fios plenos de vazio
entre nós

(Angela )
http://microargumentos.blogspot.com