sábado, 9 de julho de 2011

BARBARA HELIODORA, A INSPIRADORA DA INCONFIDÊNCIA MINEIRA

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Maria Lúcia Silveira Rangel

Na Inconfidência Mineira temos uma heroína - Maria Dorotéia de Seixas - que se celebrizou como a Marília de Dirceu (Tomaz Antônio Gonzaga). Mas nesse mesmo. movimento pela independência do Brasil destaca-se a figura de Bárbara Heliodora, bastante nomeada e elogiada por vários autores.

Bárbara Heliodora Guilhermina da Silveira (São.João d'EI Rei- 1759) descendente de Amador Bueno, senhora formosa e culta, era esposa do  poeta Inácio José  de Alvarenga Peixoto e tomou parte ativa na conjuração de Minas.

Sobre ela podemos ler na obra "Heroínas do Brasil ", Rio de Janeiro - São Paulo (1.917) do general Carlos Augusto de Campos à página 322, os seguintes parágrafos: "Bárbara Heliodora, idolatrada loucamente por  Alvarenga, tinha sobre ele absoluta e decisiva influência. E no seio da Conjuração, o grande inconfidente nunca apresentou um pensamento, ou idéia que não houvesse sido antes submetida ao juízo da esposa e à sua aprovação. "

Ainda, segundo  o autor Carlos de Campos, Alvarenga Peixoto , temendo a punição tremenda que teria de enfrentar, pensou em delatar seus companheiros, no que foi impedido por Bárbara Heliodora .

Sempre através de Carlos  de Campos, temos, de Alfredo Valadão, em "Campanha da Princesa", o diálogo pungente entre os esposos: " - Que é isto, Alvarenga?"
Orgulhosa, exclama ela, a fulminá-lo com um olhar de fogo! Que horror! Tu, delator! A denúncia, nunca! Caiam sobre nós os castigos, todos, deste crime, de haveres trabalhado pela liberdade de nossa Pátria! Arruine-se a nossa casa, tire-se a nossa vida! Mas não comprometas teus amigos, que contigo lutaram por tão santa causa. Sê homem... Afronta a tirania. Se é preciso, segue com teus companheiros para o martírio!"
E ajoelha-se suplicante:
"- Por Deus, Alvarenga, poupa à tua família a nódoa da delação!"
"- Perdão!"
Diz Alvarenga. E beija as mãos da esposa, como as do anjo da guarda."

Alvarenga Peixoto partiu para o degredo na África em 1.792, após o julgamento que comutava a pena de morte pelo exílio, exceto a de Tiradentes. Diz ainda Alfredo Valladão: "Mas a sentença declarava infame a sua prole". (Página 328).

Bárbara Heliodora, que até então suportara sua desdita com resignação, diante do decreto que vinha manchar sua nobre estirpe, não resistiu à loucura; uma loucura mansa de ausência penetrou-lhe no cérebro. Assim morreu, minada pela tuberculose. ( Maria Lúcia é
Artista-plástica residente em São Paulo /SP; matéria extraída do jornal "O Boêmio", nº 234, ano 18, Matão/SP )
http://www.baraoemfoco.com.br/barao/coluna/barbaraheliodora.htm

Um comentário:

  1. Oi Touché,

    Fiquei contente em ler e ouvir essa radio maravilhosa. Obrigado por compartilhar.

    Aquele abraço!

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