quarta-feira, 31 de agosto de 2011

SONHOS

Matheus Marins Alvares

rb3d_86 Ato contínuo ao de acordar é esfarrapar sonhos em busca de sabores do que se vivia há instantes atrás. Até que se acha um gostinho, mas o terreno dos sonhos costuma empoeirar num instante... devaneios moleques, se desfazem, se refazem, repensam, desconstróem, criam, quebram, misturam... sem precisar de explicar. É preciso ser sagaz logo cedo se quiser saber da história mais ou menos certa.

O que fascina mais é que quando acordo de um sonho me vejo contando uma história pra mim outra vez... e de vez em quando conto tão bem que até me engano em onde o conto foi de pegar e onde foi de fantasiar. Porém, o que perturba mais é quando esqueço do que me contei - sempre esqueço, pelo menos a maior parte - e não tenho mais pra quem perguntar, porque eu esqueci.

Dos sonhos, não costumo lembrar muito das cores, nem das falas. O enredo é vacilante... mas algumas partes sempre ficam marcadas. Exemplo: geralmente não esqueço dos sorrisos. São importantes ali. Não só ali! Algumas bocas, quando riem, podem até reverter pesadelo em sonho. É bom que posso carregar comigo estes risos todos. Acho bonito de morrer.

Vamos viver este mundo!

(roubado do blog Devaneio Esferográfico - http://poetaoperario.blogspot.com/)

domingo, 28 de agosto de 2011

Lei do Caminhão de Lixo.

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AUTOR DESCONHECIDO

Um dia peguei um taxi para o aeroporto. Estavamos rodando na faixa certa, quando de repente um carro preto saltou do estacionamento na nossa frente.

O taxista pisou no freio, deslizou e escapou do outro carro por um triz!  O motorista do outro carro sacudiu a cabeça e começou a gritar para nós nervosamente. Mas o taxista apenas sorriu e acenou para o cara, fazendo um sinal de positivo.

E ele o fez de maneira bastante amigavel.

Indignado lhe perguntei: 'Porque você fez isto? Este cara quase arruína o seu carro e nos manda para o hospital!' Foi quando o motorista do taxi me ensinou o que eu agora chamo de  "A Lei do Caminhão de Lixo."

Ele explicou que muitas pessoas são como caminhões de lixo. Andam por ai carregadas de lixo, cheias de frustrações, cheias de raiva, traumas e de desapontamento.
À medida que suas pilhas de lixo crescem, elas precisam de um lugar para descarregar, e às vezes descarregam sobre a gente.

Não  tome isso pessoalmente. Isto não é problema seu!
Apenas sorria, acene, deseje-lhes o bem, e vá em frente. Não pegue o lixo de tais pessoas e nem o espalhe sobre outras pessoas no trabalho, EM CASA, ou nas ruas. Fique tranquilo... respire E DEIXE O LIXEIRO PASSAR.

O princípio disso é que pessoas felizes não deixam os caminhões de lixo estragarem o seu dia. A vida é muito curta, não leve lixo. Limpe os
sentimentos ruins, aborrecimentos do trabalho, picuinhas pessoais, ódio e frustações.

Ame as pessoas que te tratam bem. E trate bem as que não o fazem.
A vida é dez por cento o que você faz dela e noventa por cento a maneira como você a recebe! ( enviado por Vanna )

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

VINHO

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Ruleandson do Carmo

"É, eu tomei aquele vinho que eu havia guardado com carinho para tomar com você. Esperei segundos, minutos, horas, e dias e acho que fui desconvidado para o convite que eu mesmo te fiz. Não recebi resposta, não recebi aviso. Então, saí e fui percorrer os caminhos todos por onde eu queria ter passado com você. Olhar para a lua que eu queria que iluminasse você e eu. Vinho guardado com o tempo melhora, mas amor guardado não. É, mas não teve jeito, eu cansei das minhas frases-feitas, desse texto feito, eu bebi para ver se passava o efeito que só você provoca em mim. Efeito bom, efeito ruim, é feito como quando você me fazia feliz. E eu busquei naquela garrafa, naquele vinho, uma felicidade que eu sabia que não viria, mas era preciso embebedar para voltar a ser lúcido de vez. Ainda tonto eu segurei aquele vidro, aquela garrafa, que gira, corta, quebra, sangra, se não bem segurada. Olhei para aquele rótulo, e forcei os olhos para ler as letras. Chamava-se Saudade aquele vinho. Chamava-se porque não mais há. Eu bebi todo o vinho e sequer dei ouvidos ao aviso miúdo naquela garrafa: aprecie com moderação. Tarde demais, já me embebedei."

Crédito: http://www.eusoqueriaumcafe.com/

domingo, 14 de agosto de 2011

ATITUDE

97236088 Autor Desconhecido

Um homem foi comprar jornal com seu amigo.
O amigo cumprimentou o jornaleiro amavelmente, mas, como retorno, recebeu um tratamento rude e grosseiro.
Pegando o jornal que foi atirado em sua direção, o amigo sorriu carinhosamente e com toda atenção,desejou ao jornaleiro um bom final de semana.
Quando os dois desciam pela rua,o homem perguntou ao seu amigo:
- Ele sempre lhe trata com tanta grosseria?
- Sim, infelizmente é sempre assim.
- E você é sempre tão amável com ele?
- Sim, sempre sou..
- Por que você é tão educado,
já que ele é tão rude com você?
- Porque não quero que ele decida como eu devo agir.Nós somos nossos "próprios donos".
Não devemos nos curvar diante de qualquer
vento que sopra, nem estar à mercê do mau humor, da mesquinharia, da impaciência e da raiva dos outros. Não são os ambientes que nos transformam e sim nós que transformamos
os ambientes.

enviado por Rose de Arruda

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segunda-feira, 8 de agosto de 2011

ESCRAVOS DE JÓ

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Anna Virgínia Balousser

Jó foi um personagem do Antigo Testamento. Segundo o livro, Deus apostou com o Diabo que, mesmo perdendo os filhos e a riqueza, Jó não perderia a fé.E ganhou. Daí a expressão "paciência de Jó".

Daí para a frente é só mistério. Nada indica que Jó tivesse escravos. O mais provável é que a cultura negra tenha se apropriado de sua figura para simbolizar o homem rico da cantiga da roda. Os escravos que faziam o zigue zague zá seriam os fujões, que corriam em ziguezague para despitar os capitães-do-mato.

O significado de caxangá é ainda mais obscuro. Segundo do Dicionário Tupi-Guarani- Português de Francisco da Silveira Bueno, caxangá vem de caá-çangá, que significa "mata extensa". Já para o Dicionário do Folclore Brasileiro é um adereço usado pelas mulheres alagoanas . A palavra também já foi associada aos saquinhos utilizados no contrabando de sementes para as senzalas.

Tudo indica que,de boca em boca, o significado da palavra ou até mesmo a composição dos versos, tenha sido muito modificado. Isso também explicaria as variações regionais da cantiga.
Saiba mais em
http://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20070208045136AAMU15f
(fonte: revista Super Interessante, ediçao 256)

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

A ÁRVORE DA VITALIDADE: O GUARANÁ.

guarana

Um casal de índios pertencentes a tribo Saterê- Mauê (AM), viviam junto por muitos anos sem ter filhos, mas desejavam muito ser pais. Um dia eles pediram a Tupã para dar-lhes uma criança a fim de que pudesse então, completar aquela felicidade. Tupã, o rei dos deuses, sabendo que o casal era cheio de bondade, atendeu o desejo trazendo a eles um lindo e saudável menino.

O tempo passou rapidamente e o menino cresceu bonito, generoso, forte e bom. No entanto, Jurupari, o deus da escuridão, sentia uma extrema inveja do menino e da paz e felicidade que ele transmitia, e decidiu ceifar aquela vida em flor.

Um dia, o menino foi coletar frutos na floresta e Jurupari aproveitou-se da ocasião para lançar sua vingança: transformou-se em uma serpente venenosa e mordeu o menino, matando-o instantaneamente.

A triste notícia se espalhou rapidamente. Neste momento, trovões ecoaram e fortes relâmpagos caíram pela aldeia. A mâe, que chorava em desespero, entendeu que os trovões eram uma mensagem de Tupã, dizendo que ela deveria plantar os olhos da criança e que deles uma nova planta cresceria dando saborosos frutos.

Os índios obedeceram aos pedidos da mãe e plantaram os olhos do menino. Neste lugar cresceu o guaraná, cujas sementes são negras, cada uma com um arilo em seu redor, imitando os olhos humanos.

(roubado do blog "Foi Desse Jeito Que Eu Ouvi Dizer" , postado por Silvana Nunes - http://silnunesprof.blogspot.com )