quarta-feira, 31 de agosto de 2011

SONHOS

Matheus Marins Alvares

rb3d_86 Ato contínuo ao de acordar é esfarrapar sonhos em busca de sabores do que se vivia há instantes atrás. Até que se acha um gostinho, mas o terreno dos sonhos costuma empoeirar num instante... devaneios moleques, se desfazem, se refazem, repensam, desconstróem, criam, quebram, misturam... sem precisar de explicar. É preciso ser sagaz logo cedo se quiser saber da história mais ou menos certa.

O que fascina mais é que quando acordo de um sonho me vejo contando uma história pra mim outra vez... e de vez em quando conto tão bem que até me engano em onde o conto foi de pegar e onde foi de fantasiar. Porém, o que perturba mais é quando esqueço do que me contei - sempre esqueço, pelo menos a maior parte - e não tenho mais pra quem perguntar, porque eu esqueci.

Dos sonhos, não costumo lembrar muito das cores, nem das falas. O enredo é vacilante... mas algumas partes sempre ficam marcadas. Exemplo: geralmente não esqueço dos sorrisos. São importantes ali. Não só ali! Algumas bocas, quando riem, podem até reverter pesadelo em sonho. É bom que posso carregar comigo estes risos todos. Acho bonito de morrer.

Vamos viver este mundo!

(roubado do blog Devaneio Esferográfico - http://poetaoperario.blogspot.com/)

Um comentário:

  1. Que texto mais lindo!...Fico aqui lendo, relendo, imaginando e chego a conclusão que algumas pessoas possuem um coração especial, quem escreveu isso, por exemplo... Bjs meu querido, tenha um lindo dia.

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