segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

A IMPONTUALIDADE DO AMOR

Martha Medeiros

170408601 Você está sozinho. Você e a torcida do Flamengo. Em frente a tevê, devora dois pacotes de Doritos enquanto espera o telefone tocar. Bem que podia ser hoje, bem que podia ser agora, um amor novinho em folha.

Trimmm! É sua mãe, quem mais poderia ser? Amor nenhum faz chamadas por telepatia. Amor não atende com hora marcada. Ele pode chegar antes do esperado e encontrar você numa fase galinha, sem disposição para relacionamentos sérios. Ele passa batido e você nem aí. Ou pode chegar tarde demais e encontrar você desiludido da vida, desconfiado, cheio de olheiras. O amor dá meia-volta, volver. Por que o amor nunca chega na hora certa?

Agora, por exemplo, que você está de banho tomado e camisa jeans. Agora que você está empregado, lavou o carro e está com grana para um cinema. Agora que você pintou o apartamento, ganhou um porta-retrato e começou a gostar de jazz. Agora que você está com o coração às moscas e morrendo de frio.

170411521 O amor aparece quando menos se espera e de onde menos se imagina. Você passa uma festa inteira hipnotizado por alguém que nem lhe enxerga, e mal repara em outro alguém que só tem olhos pra você. Ou então fica arrasado porque não foi pra praia no final de semana. Toda a sua turma está lá, azarando-se uns aos outros. Sentindo-se um ET perdido na cidade grande, você busca refúgio numa locadora de vídeo, sem prever que ali mesmo, na locadora, irá encontrar a pessoa que dará sentido a sua vida. O amor é que nem tesourinha de unhas, nunca está onde a gente pensa.

O jeito é direcionar o radar para norte, sul, leste e oeste. Seu amor pode estar no corredor de um supermercado, pode estar impaciente na fila de um 170408447 banco, pode estar pechinchando numa livraria, pode estar cantarolando sozinho dentro de um carro. Pode estar aqui mesmo, no computador, dando o maior mole. O amor está em todos os lugares, você que não procura direito.

A primeira lição está dada: o amor é onipresente. Agora a segunda: mas é imprevisível. Jamais espere ouvir "eu te amo" num jantar à luz de velas, no dia dos namorados. Ou receber flores logo após a primeira transa. O amor odeia clichês. Você vai ouvir "eu te amo" numa terça-feira, às quatro da tarde, depois de uma discussão, e as flores vão chegar no dia que você tirar carteira de motorista, depois de aprovado no teste de baliza. Idealizar é sofrer. Amar é surpreender.

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terça-feira, 17 de dezembro de 2013

MIX

REVISTA PLAYBOY

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Playboy é uma revista de entretenimento erótico direcionada para o público masculino. Foi fundada em 1953 por Hugh Hefner. A primeira edição norte-americana teve na capa a atriz Marilyn Monroe, sendo levada curiosamente às bancas sem número na capa da edição, pois seu criador não tinha certeza de sua continuação.

Na época de seu lançamento, a revista destacou-se como pioneira na exibição de fotografias de mulheres nuas..( Saiba mais em http://pt.wikipedia.org/wiki/Playboy)

Confira todas as capas da revista 'Playboy' de 1975 a 2012
http://fotos.noticias.bol.uol.com.br/entretenimento/2012/12/14/confira-todas-as-capas-da-revista-playboy-de-1975-a-2012.htm (fonte: http://www.superdownload.us/)

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EM TEMPOS DE FAXINA

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Em tempos de faxina,descobrimos: papéis,fotos,livros escondidos ou abandonados em fundo de gavetas,armários e até debaixo da cama. E tantas outras coisas entre mofos,cotões,teias,traças. Trapaças, feias respostas,modos invertidos ou subvertidos são nossas desculpas que não comovem mais as massas.

Tempos em que perguntamos que Ética move nossas ações?Que histórias devem ser contadas? Por que somos tão omissos ou coniventes ? Por que somos tão políticos ou sem-vergonhas? O poder sempre está nas mãos erradas,se não estiver na minha..

Olhar nos olhos é coisa do passado.As escaramuças estão nas esquinas,nas dobras dos versos,na interrogação do texto final. Em tempos de faxina nem os mortos escapam. Se é morrem ou não ? Qual será a interpretação ? ( Sérgio Gerônimo,pres.APPERJ; in: informativo "Na Ponta da Língua”,ano III,nº 22,abril 2012,apperj@apperj.com.br,www.apperj.com.br)

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PAGAR O PATO

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A origem da expressão popular “pagar o pato” deu-se por um antigo jogo, realizado nas cidades portuguesas. O jogo consistia em amarrar uma ave – geralmente um pato – num mastro, a qual deveria ser retirada do objeto – pelos jogadores – numa única tentativa. Os jogadores cavalgavam em direção ao mastro e, com um instrumento, tentavam cortar o que quer que amarrava a ave. O indivíduo que não alcançasse o objetivo, deveria pagar – monetariamente – pelo animal sacrificado. Daí a expressão: “Pagar o pato”, ou seja, pagar por aquilo que não deve; assumir responsabilidade por ações realizadas por um grupo.( fonte: Facebook)

sábado, 7 de dezembro de 2013

CAROLINA MARIA DE JESUS

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Carolina Maria de Jesus (Sacramento, 14 de março de 1914 — São Paulo, 13 de fevereiro de 1977) foi uma escritora brasileira.

Ex-catadora de papel, Carolina foi descoberta pelo jornalista Audálio Dantas ao escrever uma matéria sobre a expansão da favela do Canindé. Com pouca escolaridade, favelada, mulher, negra e pobre, Carolina fez das obras um meio de denúncia sócio-política.
A obra mais conhecida, que teve tiragem inicial de dez mil exemplares (esgotados na primeira semana), e traduzida em 13 idiomas, é Quarto de Despejo, publicada em 1960.

Também escreveu Casa de Alvenaria (1961), Pedaços de Fome (1963), Provérbios (1963) e Diário de Bitita (1982, póstumo).

Fonte : http://geleiageneral.blogspot.com.br/

Saiba mais em http://livrespensadores.net/artigos/carolina-maria-de-jesus-a-escritora-que-o-brasil-esqueceu/