sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

ESPERE, AGUARDE, RELAXE

501884245 Jacob Moses

Espere. Aguarde. Relaxe. Acalme-se. Deixe que sua mente encontre a serenidade. Se possível, durma.

Quando Einstein não conseguia resolver um problema, ele decidia esperar. Deitava numa rede, levava os filhos para passearem, relaxava. Nem sempre uma solução surge de repente, nem você tem a obrigação de achar respostas para tudo imediatamente, a não ser que seja general do Exército, no meio de uma batalha.

Mas eles são preparados para isto.

Deixe sua cabeça esfriar. Não se preocupe em achar soluções mágicas e instantâneas para os problemas. Se alguém te pressionar a isto, ignore. Vá andar. Não existe nenhum método melhor para ajudar alguém a encontrar a solução para um problema do que uma boa caminhada.

501883745 Depois, deite no sofá, ligue a TV, se possível, durma. Pela manhã, a cabeça está fresca e uma ou mais soluções estarão pipocando na sua mente. Há técnicas ainda mais avançadas de “esvaziamento” cerebral, como a ioga, mas que só devem ser praticada com a orientação de profissionais especializados.

Esporte também é muito bom. Dê uma corrida, vá jogar bola, vá brincar com os filhos no parque, vá nadar na piscina ou na praia. Alguns encontram a serenidade de uma montanha ou a tranqüilidade de um mosteiro. Claro que nem todo mundo tem condições financeiras ou tempo para se afastar deste jeito, até porque pode haver responsabilidades com trabalho ou com a família.

Imagine uma caixa cheia de porcarias. Você precisa colocar coisas boas dentro desta caixa, mas não há espaço.  Precisa esvaziar esta caixa de porcarias primeiro para que as coisas boas tenham espaço. Isto só se consegue dando tempo ao tempo.

Já ouviu a expressão “o tempo cura todos os males”?

501912099 Não vou recomendar que você tome um porre, mas tomar uma cervejinha ou tomar um copo de vinho não vai fazer mal a ninguém. No Japão, é muito comum que executivos, antes de irem embora para casa, passem num sushibar para relaxar. Os sushimen japoneses são preparados para cuidar dos clientes como se fossem médicos.

Já foi num restaurante japonês? Eles nos dão uma toalhinha quente [“oshibori”], que passamos no pescoço e alguns clientes mesmo colocam sobre o rosto. Eles te fornecem quantas toalhinhas quiser.

Na Tailândia, há massagistas em toda parte. Onde você parar para descansar, vem um sujeito para massagear suas costas. Se você trabalha em shopping center, tem a faca e o queijo na mão. Largue tudo e vá fazer uma boa massagem relaxante. ( in: 22 MANEIRAS DE RESOLVER QUALQUER PROBLEMA E VIVER MELHOR  , de Jacob Moses)

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Mina de ouro

http://www.mergulhadonatv.com.br/

Em 7 de fevereiro de 1990, o Jornal do Brasil destacou que Chaves era uma mina de ouro. A Polygram e o SBT lançaram o disco com canções baseadas no programa. O produto foi um grande sucesso de vendas. “A estrela do LP é Marcelo Gastaldi, que há cinco anos aluga sua voz para o endiabrado Chaves”, disse a reportagem de Rogério Durst.

“O disco é o similar nacional de um lançamento mexicano com músicas relacionadas ao programa do Chaves. A diferença é que seis das canções foram vertidas de composições do mexicano Roberto Gómez Bolaños e outras quatro foram compostas aqui no Brasil. Mário Lúcio de Freitas, da empresa independente Marsh Mallow, que produziu o disco para a Polygram, explica: 'Todas as canções originais se referiam ao Chaves e achamos que o público brasileiro gostaria de canções sobre os outros personagens'. Assim, Kiko, Chiquinha e Madruga ganharam suas músicas, todas com letra de Marcelo Gastaldi, convidado por ser um especialista no programa e seus personagens”, explicou o texto.

Reportagem do Jornal do Brasil publicada em fevereiro destacou a 'explosão' de Chaves no Brasil

O JB também assinalou os demais produtos lançados no Brasil com a grife Chaves: “Mesmo em tempos de crise, o mercado infantil brasileiro é uma festa. E o garoto Chaves está se revelando um produto e tanto. Não admira que Roberto Bolaños exija ter seu nome em tudo o que envolva seu personagem, o que inclui as quatro canções brasileiras do disco. Além de música, Chaves também vai virar história em quadrinhos, brinquedos, álbum de figurinhas e desenhos. Mas o gigantismo do despretensioso Chaves periga ir muito além”.

Entre os produtos lançados com sucesso no início dos anos 1990 também estão os gibis de Chaves e Chapolin, pela Editora Globo, o álbum de figurinhas e os óculos do Chaves, que serviam como canudinho para refrigerantes e sucos.

Até Gugu Liberato embarcou na onda de sucesso de Chespirito no Brasil. Além de ir ao México e exibir no Viva a Noite, do SBT, uma entrevista com Bolaños e outros integrantes do programa, em 1989, numa época que tais viagens não eram tão comuns, o apresentador, através de sua produtora, adquiriu os direitos de lançamento no Brasil do filme Charrito, um Herói Mexicano, de 1984. Gugu realizou promoções e divulgações envolvendo o filme em seu programa semanal.

Novos personagens

O grande sucesso de Chespirito no Brasil são as séries Chaves e Chapolin, produzidas nos anos 1970. A partir da década de 1980, os personagens foram incorporados ao programa Chespirito, que também tinha outros quadros e ficou no ar até 1995.

Em duas oportunidades, o público brasileiro pode conferir as outras criações de Bolaños, como o malandro Chompiras (aqui chamado de Chaveco) e o maluco Chaparron Bonaparte (o Pancada), entre outros.

Em 1º de junho de 1997, a CNT/Gazeta, que havia fechado no ano anterior um acordo com a Televisa, do México, para exibição de novelas e programas, passou a exibir Chespirito diariamente.

Já o SBT exibiu a produção como Clube do Chaves, estreando em 2 de julho de 2001, inicialmente com os esquetes em pílulas durante as tardes de sábado e, posteriormente, reunidos num único programa.

Nos dois casos, não houve o mesmo sucesso de Chaves e Chapolin, por inúmeros motivos, como envelhecimento do elenco, as ausências de Carlos Villagran e Ramon Valdez e, principalmente, algumas mudanças na dublagem brasileira, especialmente de Marcelo Gastaldi, que morreu em agosto de 1995. O público não se acostumou com a nova voz de Chaves _e isso perdura até hoje. Dessa forma, as atrações deixaram de ser exibidas.

Descanse em paz, Chespirito. Prometemos nos despedir, mas sem dizer adeus jamais. Pois haveremos de nos reunirmos muitas vezes mais...

sábado, 22 de novembro de 2014

E se você pudesse apagar uma lembrança?

:: Rosana Braga ::

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Nesta semana, assisti com a família ao filme "Brilho eterno de uma mente sem lembranças". Um clássico do cinema que conta a história de um casal que, como todos, vive uma fase difícil de um relacionamento que também já passou pela fase de intensa paixão, sonhos e muita vontade de fazer dar certo.

O sucesso da trama se deve a muitos detalhes de como ela foi criada. A história é entremeada por uma ficção científica, isto é, a possibilidade de realizar um desejo que, certamente, muitos de nós já tivemos: poder apagar uma lembrança ruim. Pelo menos ruim num determinado momento.

E quem já não teve de lidar com lembranças difíceis de digerir? Quem já não sofreu e chorou ao reviver internamente um amor que acabou, ou um relacionamento que, como no filme, entrou em crise e a paixão cedeu lugar à impaciência, intolerância, desentendimentos e desencontros?

Sim, em alguns momentos, é mesmo bastante dolorido relembrar. É muito angustiante não saber como parar de lembrar e lembrar e lembrar... daquela pessoa, daquele beijo, daquele tempo em que tudo era felicidade. Para lembrar que agora já não é bem assim. Que virou tensão, confusão, chatice.

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E a polêmica estava armada. Na sala, ainda com o filme inacabado, cada um dava a sua opinião. Um dizia que seria ótimo poder apagar algumas lembranças. O outro dizia que não, que as lembranças são todas importantes e ainda bem que não podem ser apagadas. E o outro ficou em dúvida. Será? Será mesmo que até as lembranças ruins têm alguma função?

Eu, em particular, imediatamente me lembrei (e que bom poder lembrar!) do querido Evandro Mesquita, vocalista da ótima banda de rock Blitz, que fez muito sucesso nos anos 80, quando cantava a música "O romance da Universitária Otária" e num dos versos, repetia "Todo mundo quer ir pro céu, mas ninguém quer morrer".

É isso que penso. A gente quer só a parte boa da vida. Só o que nos convém. Só o que não dói. Só o prazer. Em princípio, essa ideia pode mesmo parecer bem interessante. Mas sabemos que não é assim que o ser humano funciona. Aliás, não é assim que a natureza funciona. O que é vivo precisa, essencialmente, da adversidade, da superação. O crescimento é filho da aprendizagem. E não há lição sem nenhuma dor.

Sim, claro, muito melhor que nossa intenção seja viver com prazer. Mas não pode ser, de modo algum, viver em função de evitar a dor. Não faz sentido apagar o que, em algum momento, parece-nos ruim. São as percepções de cada instante vivido que nos fazem enxergar a beleza de toda a história.

E isso também me faz lembrar da brilhante sensibilidade do poeta Rainer Maria Rilke ao dizer "Se você leva embora meus demônios, estará levando também meus anjos". Pois bem, quem continua desejando eliminar o que lhe parece chato, ruim, dolorido e angustiante neste momento, deve estar preparado para a inevitável perda do que poderia se transformar no maior tesouro de uma vida inteira.

479555849 Numa das últimas cenas do filme, as falas dos personagens centrais, vividos por Jim Carrey e Kate Winslet, fica claro que mais do que as lembranças, que podem mesmo por quaisquer razões se esvaírem de nossa memória, o que importa são os sentimentos - inapagáveis, posto que são vivos, mutantes e em constante reciclagem.

Hoje amor, amanhã dúvida, depois mágoa, depois saudade. E num outro dia qualquer, acorda amor, mais uma vez... e mais forte do que nunca! Amor por si, pelo outro, pelo mesmo, pelo novo. E se tiver coragem, desejo que você se lembre de tudo o que conseguir! E que haja lágrimas e sorrisos. Que haja história pra contar. Que haja vida pra brotar e amor pra recomeçar!

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Rosana Braga é Palestrante, Jornalista, Consultora em Relacionamentos  e Autora dos livros "O PODER DA GENTILEZA" e "FAÇA O AMOR VALER A PENA", entre outros. www.rosanabraga.com.br  
rosanabraga@rosanabraga.com.br

http://somostodosum.ig.com.br/conteudo/c.asp?id=13476

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

JOBS

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“Quando eu tinha 17 anos, li uma frase que era algo assim: “Se você viver cada dia como se fosse o último, um dia ele realmente será o último.” Aquilo me impressionou, e desde então, nos últimos 33 anos, eu olho para mim mesmo no espelho toda manhã e pergunto: “Se hoje fosse o meu último dia, eu gostaria de fazer o que farei hoje?” E se a resposta é “não” por muitos dias seguidos, sei que preciso mudar alguma coisa.

Lembrar que estarei morto em breve é a ferramenta mais importante que já encontrei para me ajudar a tomar grandes decisões. Porque quase tudo — expectativas externas, orgulho, medo de passar vergonha ou falhar — caem diante da morte, deixando apenas o que é apenas importante. Não há razão para não seguir o seu coração. Lembrar que você vai morrer é a melhor maneira que eu conheço para evitar a armadilha de pensar que você tem algo a perder.” (Steve Jobs.)  

sábado, 11 de outubro de 2014

MAÇÃ

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Vermelha e suculenta, a maçã sempre foi utilizada como símbolo de paixão, desejo e sensualidade. Muitos feitiços amorosos são feitos com ela.

Exemplos: Para manter os relacionamentos, é recomendável compartilhar uma maçã com a pessoa amada. Para descobrir o futuro amor, descascar uma maçã de uma só vez e deixar a espiral cair no chão: as iniciais do seu nome será revelada.

A maçã também é símbolo da discórdia. A mitologia grega conta que a deusa Éris, mesmo não tendo sido convidada, vai a uma festa de casamento no Olímpo. Lá, trama uma vingança. Na hora do banquete, quando todos os deuses se sentam, a deusa atira uma maçã de ouro, na qual estava escrito: para a mais bela. Vênus, Juno e Palas começam, imediatamente, a disputar a maçã.

Para decidir entre uma das três ; foi escolhido o mortal Páris, pastor e príncipe de Tróia. Todas tentaram suborná-lo. Vênus ganhou, oferecendo ao príncipe, a esposa do rei grego Menelau, Helena, considerada a mais bela entre todas as mortais. Paris levou a sério a oferta e raptou Helena, dando início a guerra de Tróia. Tudo começou com uma maçã atirada.  ( In : http://sinceridade.wordpress.com/2012/03/17/branca-de-neve-mordeu-a-maca-mas-eva-nao/)

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

GUARDANAPO

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Corre uma lenda segundo a qual o guardanapo como o conhecemos foi uma ideia de Leonardo da Vinci.

A pedido de um nobre que se preocupava com a limpeza das mãos e bocas dos seus convidados, Leonardo colocou um guardanapo em cada lugar da mesa, a fim de evitar que usassem a própria toalha!

Durante o jantar, porém, ninguém sabia o que fazer com aquele paninho, para desgosto do genial inventor... ( In : http://palavraseorigens.blogspot.com.br )

sábado, 20 de setembro de 2014

OS PRIMEIROS BADERNEIROS

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"Uma bailarina italiana, linda e sensual, provocou furor no Rio de Janeiro, em 1851. O nome dela era Marietta Baderna, e seus fãs exaltados passaram a ser chamados inicialmente de badernas, e depois de baderneiros.
Foi assim que baderna virou sinônimo de bagunça, confusão. Viva a Marietta! Viva a baderna!" ( Extraído da coluna de Mouzar Benedito, no Blog da Boitempo:
http://wp.me/pB9tZ-23g)

domingo, 7 de setembro de 2014

O AVARENTO

Heloísa Campos e Maria Fernanda Vomero

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Cada centavo guardado é uma vitória. Gosta de fazer os outros acreditarem que é pobre. O receio infundado de que o dinheiro venha a faltar o faz manter o patrimônio intocado.

Em casos extremos, o dinheiro transforma-s na única justificativa da existência. Esse tipo desagradável foi muito criticado nos livros. Numa versão do desenho animado da Canção de Natal, de Charles Dickens, o pão duro Scrooge é interpretado magistralmente por Tio Patinhas.

Ele toma no sentido literal uma sensação generalizada:
" A idéia errônea de que o dinheiro pode nos completar, dando-nos aquilo que não temos",nas palavras do sociólogo escocês Nigel Dodd, da Universidade de Glasgow.

O mão-fechada pode se transformar num escravo dos cifrões que só lê extratos bancários e saldos de poupança e adora contar e recontar seus reais, extraindo do contato físico com o dinheiro uma satisfação parecida com a do viciado e sua seringa.

"O sovina provavelmente viveu num campo de concentração afetivo na infância, onde o movimento de dar e receber amor e prazer não existia", afirma a psicoterapeuta Djanira Ribeiro, de Brasília.

Mas esses tipos são avaros também com eles mesmos. Não se acham no direito de se conceder prazeres e costumam sofrer muito com isso. ( "O Fetiche do Dinheiro", revista "Emoção e Inteligência", nº 7, dezembro, 2010)

sábado, 30 de agosto de 2014

*Divas Sombrias* Que Tanto Amamos

Extraído do blog

*MISSLITTLECHERRY'S BLOG*http://misslittlecherry.wordpress.com-

: Você reconhece alguma dessas mulheres???

Não? Tem certeza? E agora???


Agora ficou muito mais fácil identificá-las não é mesmo? Sim, essas são as nossas queridas divas do terror! Todas fizeram história dando vida às personagens fantásticas do universo macabro. Apesar de fazerem parte deste universo, são mulheres lindas, sensuais e super retrôs, já que a maioria delas (com excessão da Elvira), atuaram no cinema e na TV entre as décadas de 30 e 60.

São elas, em ordem de aparição:

* Cassandra Peterson (Elvira)

* Maila Nurmi (Vampira)

* Carolyn Jones (Morticia Adams)

* Yvonne De Carlo (Lily Munster)

* Elsa Lanchester (Noiva do Frankenstein)

Seria muito difícil escolher uma preferida, já que todas tiveram papéis importantes na história do terror. Atrizes que conseguiram representar personagens sensuais, sofridas e engraçadas, todas com aquele ar de horror retrô que as produções antigas possuem!  Vou falar brevemente dessas beldades.

*
Cassandra Peterson (Elvira)

A personagem Elvira foi criada pela atriz Cassandra Peterson. Ela ficou famosa protagonizando programas de TV e o filme “Elvira – A rainha das Trevas” (que amo de paixão). Coloquei ela aqui porque é uma diva e referência no meio do terror, apesar de ser da década de 80, carrega aquele ar dos filmes de terror das décadas de 50 e 60. Cassandra é americana, nasceu em Manhattan em 17 de setembro de 1949. Lembra que o sonho de Elvira no filme era ir para Las Vegas Fazer shows? O de Cassandra também. Ela chegou a trabalhar lá como dançarina e, segundo dizem, ela trabalhou com ninguém menos do que Elvis Presley. Sim, ela foi dançarina do astro e ele a teria aconselhado a procurar outra coisa, porque Las Vegas não dava futuro para ninguém. Ela fez o que o Rei disse. Foi tentar a sorte em outros lugares, chegando até a ir para a Itália. Foi cantora, modelo e fazia pontas em alguns filmes. Mas sua sorte mudou quando criou Elvira, em 1981, para apresentar um programa de TV chamado “Movie Macabre”, onde apresentaria filmes de terror. A personagem é um sucesso até hoje, colecionando aparições na TV e no cinema. Não tem como não gostar da bela e cômica Elvira. Eu adoro!

* Maila Nurmi (Vampira)

Esta é a querida Vampira. Maila nasceu em 11 de dezembro de 1922, na Finlândia. Ela foi para os Estados Unidos ainda bebê, com 2 aninhos. A bela trabalhou como modelo e atriz da Broadway, além de pequenas aparições em filmes de baixo orçamento. A fama veio por coincidência. Maila estava em uma festa com essa fantasia e um produtor de TV achou que seria interessante se ela apresentasse um programa vestida dessa forma. O programa ganhou o nome deThe Vampira Show e durou 1 ano. Como a atriz detinha os direitos da personagem, Maila passou a aparecer em vários filmes. Ela ficou famosa pela aparição no filme “Plano 9 do Espaço Sideral” do célebre diretor Ed Wood. Esse filme é muito legal e ver a Vampira nele é mais interessante ainda. Maila chegou  a processar Cassandra Peterson, alegando que a personagem Elvira era um plágio de sua personagem, a Vampira. Mas ela perdeu o processo e Cassandra pode continuar com sua criação. A diva morreu no dia 10 de janeiro de 2008 de um ataque cardíaco. Tinha 85 anos.

* Carolyn Jones (Morticia Adams)

Não tem como olhar para ela e não cantarolar a musiquinha da Familía Adams né? Carolyn Jones foi, sem dúvida, a melhor intérprete de Morticia Adams. A séria que teve 2 temporadas e foi ao ar entre 1964 e 1966, fez com que a atriz ficasse famosa e fosse lembrada até os dias de hoje. A bela Carolyn Jones era americana. Nasceu no Texas em 28 de abril de 1930. Trabalhou em outros seriados de TV e também em filmes, como King Creole (Balada Sangrenta) em 1958, onde atuou com nosso ídolo Elvis Presley. Mas sem dúvida foi a Família Adams que a consagrou. Ela teve uma vida amorosa  conturbada, casou-se três vezes. Faleceu no dia 3 de agosto de 1983, vítima de um cancêr no útero. Com certeza deixou muitas saudades!!!

* Yvonne De Carlo (Lily Munster)

Como eu disse anteriormente, é muito difícil escolher uma preferida, mas a diva Yvonne com certeza seria uma favorita ao cargo. Linda, talentosa e muitos outros adjetivos seria pouco para ela. Yvonne D Carlo, batizada  Peggy Yvonne Middleton, nasceu no Canadá em 1 de setembro de 1922. Participou de vários filmes da Universal e passou a atuar em filmes famosos como “Salomé” e “Os 10 mandamentos” com o astro Charlton Heston. Entre 1964 e 1966 estrelou um dos seriados mais queridos até hoje: The Munsters, onde interpretava a matriarca Lily Munsters. A série a consagrou e lhe trouxe fama. A atriz faleceu em Los Angeles no dia 8 de janeiro de 2007 de causas naturais, com 84 anos.


* Elsa Lanchester (Noiva do Frankenstein)

Elsa Lanchester nasceu Elizabeth Sulivan na Inglaterra, em 28 de outubro de 1902 e atuou no teatro desde os 16 anos. Em 1929 casou-se com o ator Charles Laughton. Eles foram para Hollywood em 1934 e conseguiram cidadania americana na década de 50. Fez vários filmes de diversos gêneros, do  drama a comédia. Foi indicada 2 vezes ao Oscar em quase 50 anos de carreira. O filme que mais lhe trouxe fama foi, sem dúvida, “A Noiva de Frankenstein”, onde atuou ao lado de Boris Karloff, outro grande ator do gênero de horror. Seu último trabalho no cinema foi em 1976 “Assassinato por morte”, baseado na obra de Agatha Christie. Faleceu aos 84 anos em 27 de dezembro de 1986.

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

FLOR DO LÁCIO

Kledir Ramil

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A expressão “Flor do Lácio” tem sido usada para simbolizar a nossa língua. Vem do soneto “Língua Portuguesa”, do poeta Olavo Bilac, que nasceu em 1865 e se foi em 1918. O primeiro verso diz: “Última flor do Lácio, inculta e bela”, se referindo ao nosso idioma como a última língua derivada do tal Latim Vulgar falado no Lácio. O termo "inculta" faz menção ao fato de ser uma língua do povo, diferente do Latim Clássico, que era usado pelas classes superiores. Ao mesmo tempo, conseguia ser "bela", apesar de sua origem humilde.

Imagino que você deve saber recitar de cor o poema de Bilac, mas caso tenha faltado à aula nesse dia, anota aí:

Última flor do Lácio, inculta e bela
És, a um tempo, esplendor e sepultura:
Ouro nativo, que na ganga impura
A bruta mina entre os cascalhos vela...

Amo-te assim, desconhecida e obscura.
Tuba de alto clangor, lira singela,
Que tens o trom e o silvo da procela,
E o arrolo da saudade e da ternura!

Amo o teu viço agreste e o teu aroma
De virgens selvas e de oceano largo!
Amo-te, ó rude e doloroso idioma,

Em que da voz materna ouvi: "meu filho!",
E em que Camões chorou, no exílio amargo,
O gênio sem ventura e o amor sem brilho!

CRÔNICAS
Kledir Ramil
https://www.facebook.com/kledir.ramil

Saiba mais em http://www.infoescola.com/italia/lacio/

terça-feira, 12 de agosto de 2014

MIX

SER MULHER

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Elizabeth Stamatina Fey é o nome de Tina Fey. Tina tem uma cicatriz no rosto, é engraçadinha e fera como roteirista. Fez 39 anos em 2009. Tem uma filha de 4 anos.

Pamela Denise Anderson já passou dos 40, tem peitões turbinados, lábio gigante e adora ficar pelada. Não tem o menor pudor de vender o corpo para a TV, o cinema, a playboy, ou para um apostador de Las Vegas que esteja gentilmente pagando as dívidas da loura.

Na briga da feinha, porem inteligente, ou da louraça belzebu, com quem você  fica?

Só digo uma coisa: ser mulher é bem mais complicado que ser homem. ( do site  Com mais de trinta, http://www.anapessoa.com.br/)

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PALITO DE DENTE

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O americano Charles Forster tornou-se o primeiro fabricante de palitos de dentes em escala mundial. Durante uma viagem a Pernambuco , ele ficou fascinado pelos belos dentes das brasileiras. O segredo é que elas faziam a higiene bucal usando palitos de salgueiro, uma árvore de galhos longos e finos (escovas de dentes já existiam, mas seu uso ainda era muito recente e pouco divulgado).

Percebendo que poderia monopolizar um mercado que nem existia, Forster contratou um inventor para criar uma máquina que produzisse lascas de madeira uniformes. Em 1870, sua fábrica já produzia palitos bons e baratos, a uma quantidade superior a 1 milhão por dia. (Texto : Ayrton Mugnaini Jr., "O pai do palito de dentes (e da necessidade de usá-lo)", Revista Super Interessante, março 2008,)

Saiba mais em
http://super.abril.com.br/historia/pai-palito-dentes-necessidade-usa-lo-447432.shtml?utm_source=redesabril_jovem&utm_me

Conheça incríveis esculturas feitas com palitos em
http://vitorarterisco.blogspot.com.br/2011_09_01_archive.html

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AINDA MALUCOS DEPOIS DESSES ANOS TODOS

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Paul Simon gravou, em 1975, uma canção intitulada Still crazy after all those years (Ainda maluco depois desses anos todos), uma frase que se encaixa como uma luva nos Rolling Stones.

A tríade drogas, sexo e rock and roll parece ter sido inventada pelos RS. Capas da banda, feito a de Sticky fingers, chegam a ser apelativas. O LP tem jeans com um zíper, de verdade. Abrindo-o, vê-se o mesmo modelo agora em cuecas (o avantajado Joe D’Alessandro, ator da trupe de Andy Warhol).

Quando lançaram Black and blue (1976), um outdoor, em Sunset Boulevard, em Hollywood, fez associações feministas botarem as tropas na rua para que fosse retirado. O cartaz mostrava a atriz Anita Russell com um olho roxo e abaixo o trocadilho: “I’m black and blue from the Rolling Stones — and I love it!”, grosso modo: “Ganhei um olho roxo dos Rolling Stones – e adorei!” (ela aparece em outras peças publicitárias do disco, numa delas vestida de lingerie, com pés e mãos amarrados por cordas, sentada sobre a capa de Black and blue). ( texto: José Teles -  Publicado no Jornal do Commercio, Recife, em 27.12.2009 - extraído do blog Geléia Geral - http://geleiageneral.blogspot.com.br )

domingo, 3 de agosto de 2014

Frase

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“Quem pensa diferente de mim não é meu inimigo, não é meu adversário. É meu parceiro na construção de um mundo plural”. Luís Roberto Barroso, jurista, membro do STF, RJ, 1958

terça-feira, 29 de julho de 2014

Os livros favoritos de Ariano Suassuna

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A jornalista Simone Magno, colocou no seu blog a  lista as obras favoritas de Ariano Suassuana.  A informação é parte de uma entrevista que se encontra no portal da CBN.  Não deixe de ouvir o escritor na gravação da rádio.  Mas para matar a curiosidade, aqui estão:

AUTORES BRASILEIROS

As obras de Monteiro Lobato para crianças
Tesouro da Juventude – enciclopédia
Através do Brasil de Olavo Bilac e Manoel Bonfim
Os sertões, Euclides da Cunha
O triste fim de Policarpo Quaresma, Lima Barreto
O cortiço, Aluísio Azevedo
A carne, Júlio Ribeiro

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AUTORES ESTRANGEIROS

Scaramouche, Rafael Sabatini
Memórias de um médico, Alexandre Dumas
O Conde de Monte Cristo, Alexandre Dumas
Crime e castigo, de Fiódor Dostoiévski
O idiota, de Fiódor Dostoiévski
Os irmãos Karamazov, de Fiódor Dostoiévski
Os demônios, de Fiódor Dostoiévski
Almas mortas, Nicolai Gogol
Ana Karenina, Liev Tolstoi
Guerra e Paz, Liev Tolstoi
O vermelho e o negro, Stendhal

( in: http://peregrinacultural.wordpress.com/2014/07/27/os-livros-favoritos-de-ariano-suassuna/)

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Perfil : James Garner (1928 – 2014)

By: Vanessa Wohnrath

0 james garner James Garner (1928 – 2014)

Morreu o ator James Garner, um dos talentos mais versáteis de Hollywood, que conheceu sucesso em séries de TV e estrelou clássicos do cinema, tendo vencido o Emmy e sido indicado ao Oscar de Melhor Ator. Ele foi cowboy, detetive, astronauta e sedutor. Beijou algumas das mulheres mais lindas do cinema. Lutou até com Bruce Lee. E veio a falecer no sábado (19/7), aos 86 anos de idade, em sua casa em Los Angeles, de causas naturais.

O eterno astro nasceu em 7 de abril de 1928, na cidade de Norman, no estado de Oklahoma, com o nome de batismo James Scott Bumgarner. A sua mãe morreu quando tinha 4 anos e ele e seus dois irmãos sofreram nas mãos da madrasta. Querendo sair de casa, ele se alistou aos 16 anos na Martinha mercante, mas acabou dispensado devido à crises de enjoos que tinha em alto mar. O pai se separou e se mudou com os três filhos para Los Angeles e, lá, Garner conseguiu emprego de modelo na grife Jantzen, especializada em moda de praia.

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No Rastro dos Bandoleiros, com Randolph Scott e James Craig

Aos 22 anos, serviu na Guerra da Coreia (1950 – 1953), onde se feriu duas vezes. Começou sua carreira artística logo após ser dispensando, quando um amigo, o agente e produtor Paul Gregory, lhe ofereceu um pequeno papel na peça “The Caine Mutiny Court-Martial” (1954), estrelada por Henry Fonda (“Vinhas da Ira”). O trabalho do astro influenciou muito Garner, que revelou em uma entrevista que tentava imitá-lo ao máximo, brincando que roubou a forma de atuar de Fonda.

O jovem ator assinou contrato com o estúdio Warner Bros., estreando na televisão com uma participação na série de western “Cheyenne”, em 1955. No ano seguinte, atuou em dois filmes, “Rumo ao Desconhecido” (Toward the Unknown, 1956), com William Holden (“Crepúsculo dos Deuses”), e “Impulsos da Mocidade” (The Girl He Left Behind, 1956), estrelado por Natalie Wood (“Juventude Transviada”), com quem voltaria a trabalhar no drama “Amor de Milionário” (Cash McCall, 1960).

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Sayonara, com Marlon Brando

Ainda em 1956, Garner conheceu a sua futura esposa, Lois Fleishman Clarke, durante uma convenção presidencial do candidato democrata Adlai Stevenson. Duas semanas depois eles se casaram. O casal, que teve dois filhos, permaneceu junto até o fim da vida do ator. E ele costumava brincar que jamais poderia interpretar um republicano por causa das posições políticas da mulher.

Aos 29 anos, ele estrelou seu primeiro western no cinema, “No Rastro dos Bandoleiros” (Shoot-Out at Medicine Bend, 1957). O gênero marcaria sua carreira, assim como os romances, tendência de seu filme seguinte, o clássico “Sayonara” (1957), estrelado por Marlon Brando (“O Poderoso Chefão”), no qual viveu seu primeiro papel coadjuvante de destaque.

0 maverick James Garner (1928 – 2014)

Série Maverick

No mesmo ano, Garner conseguiu o trabalho que lhe rendeu protagonismo e popularidade, a série de western “Maverick” (1957 – 1962). Por cinco anos, ele viveu o charmoso Bret Maverick, um jogador de cartas trapaceiro, que pulava de cidade em cidade dando golpes com seu irmão Bart (Jack Kelly, de “O Planeta Proibido”). O personagem se destacou por ser completamente diferente dos esterótipos das produções de cowboys: Maverick não era exatamente um mocinho corajoso, tampouco um fora-da-lei. Além de tudo, mal pegava na arma.

A série foi celeiro de muitos talentos. O futuro 007 Roger Moore foi introduzido como primo de Garner em 1959 e chegou a aparecer em 16 episódios, substituindo Garner durante uma briga com os produtores, que levou ao seu afastamento da atração. Até Clint Eastwood participou de um episódio antes de ficar famoso pelos westerns spaghetti dirigidos por Sergio Leone (“Era uma Vez no Oeste”).

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Infâmia, com Audrey Hepburn e Shirley MacLaine

“Maverick” fez tanto sucesso que o personagem acabou aparecendo numa comédia de western “Valentão é Apelido” (Alias Jesse James, 1959), estrelada por Bob Hope (“O Rei da Confusão”), enquanto a série ainda era exibida na TV.

Mesmo após o cancelamento, o cowboy das cartas ressurgiu várias vezes. Primeiro, no telefilme “The New Maverick” (1979), que serviu para introduzir o irmão mais jovem do personagem, Ben Maverick (Charles Frank, de “Os Eleitos”), protagonista de um série de 1980 (“Young Maverick”). E finalmente em uma nova série própria, “Bret Maverick” (1981 – 1982), que durou apenas 18 episódios com o personagem na meia idade. Não foi, porém, o fim da ligação de Garner com o carteado. Ele ainda participou da adaptação cinematográfica da série, como uma espécie de mentor do Maverick vivido por Mel Gibson (“Coração Valente”) em 1994.

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Tempero de Amor, com Doris Day

O sucesso de “Maverick” foi o empurrão que faltava para Garner virar protagonista no cinema. Seu primeiro trabalho como ator principal foi no drama de guerra “Aqui Só Cabem os Bravos” (Darby’s Rangers, 1958), dando vida a um herói da 2ª Guerra Mundial após Charlton Heston (“Ben-Hur”) desistir do papel por questão salarial.

Mas mesmo os papeis de coadjuvante passaram a ter mais peso, como, por exemplo, sua participação no drama clássico “Infâmia” (The Children’s Hour, 1961), no qual interpretou o noivo de Audrey Hepburn (“Bonequinha de Luxo”). Na trama, ela era acusada de ser de lésbica por uma aluna, devido à sua amizade com outra professora, vivida por Shirley MacLaine (“Laços de Ternura”). Baseado na peça de Lillian Hellman (“Júlia”) e dirigido pelo mestre William Wyler (“Ben-Hur”), o filme era uma porrada que antecipou muitas discussões.

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Não Podes Comprar Meu Amor, com Julie Andrews

A maioria de seus filmes, porém, tinha temática mais leve, dada a sua preferência por comédias românticas. Neste gênero, ele disputou o amor de Kim Novak (“Um Corpo que Cai”) em “Uma Vez por Semana” (Boys’ Night Out, 1962), e se casou duas vezes com Doris Day (“Confidências à Meia-Noite”) em “Tempero do Amor” (The Thrill of It All, 1963) e “Eu, Ela e a Outra” (Move Over, Darling, 1963). Ele também foi marido de Debbie Reynolds (“Cantando na Chuva”) em “Lua de Mel com Papai” (How Sweet It Is!, 1968) e foi visto ainda em “Simpático, Rico e Feliz (The Wheeler Dealers, 1963), dirigido por Arthur Hiller (“Love Story – Uma História de Amor”).

Hiller e Garner voltaram a trabalhar juntos no romance “Não Podes Comprar Meu Amor” (The Americanization of Emily, 1964), que o ator chegou a considerar seu filme favorito. Na trama, ele interpreta um oficial naval cínico que vive a boa vida em tempos de guerra, só que tudo muda quando se apaixona por uma jovem (Julie Andrews, de “A Noviça Rebelde”) às vésperas de uma missão perigosa.

still of james garner in grand prix 1966 large picture James Garner (1928 – 2014)

Grand Prix

Andrews e o ator se reencontraram muitos anos depois no musical “Victor ou Victoria” (Victor ou Victoria, 1982), dirigido pelo marido da atriz, Blake Edwards (franquia “A Pantera Cor-de Rosa”). Um dos maiores sucessos dos anos 1980, o filme trazia Andrews como uma cantora desempregada que decidia se passa por homem para se apresentar em um clube. Mas seu plano começa a ruir quando sua verdadeira identidade é ameaçada, ao se apaixonar por um gângster (Garner).

Foi justamente por uma comédia romântica, “O Romance de Murphy” (Murphy’s Romance, 1985), que o astro conseguiu sua primeira e única indicação ao Oscar de Melhor Ator. No filme, ele vivia o farmacêutico de uma cidadezinha que se apaixona pela nova moradora (Sally Field, de “Lincoln”), uma mulher solteira e com um filho adolescente.

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A Hora da Pistola

A predileção pelo gênero não impediu que ele estrelasse filmes de ação, e essa versatilidade acabou lhe valendo muitas comparações, ao longo da carreira, com o galã Cary Grant (“Intriga Internacional”). Ambos compartilhavam de uma invejável capacidade para encantar o público, independente dos personagens que viviam.

Entre seus diversos papeis de ação, Garner se destacou no grandioso elenco de “Fugindo do Inferno” (The Great Escape, 1963), compartilhando um plano arrojado de fuga de um campo de concentração nazista com Steve McQueen (“Bullitt”), James Coburn (“A Cruz de Ferro”), Charles Bronson (“Desejo de Matar”), Richard Attenborough (“Jurassic Park”) e Donald Pleasence (“Halloween”).

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Detetive Marlowe em Ação, com Bruce Lee

Ele voltou a ser aprisionado pelos nazistas no thriller “36 Horas” (36 Hours, 1965), sobre tortura psicológica, na qual tentavam convencê-lo que a Alemanha tinha vencido a guerra. Fez ainda o tenso “A Mulher Sem Rosto” (Mister Buddwing, 1966), como um homem com amnésia que tenta descobrir sua verdadeira identidade. E até encarnou o célebre detetive noir Philip Marlowe em “Detetive Marlowe em Ação” (1969), no qual enfrentou ninguém menos que o astro do kung fu Bruce Lee (“Operação Dragão”).

Mas sua experiência favorita no gênero foi o filme de corridas “Grand Prix” (1966), no qual viveu um piloto profissional de automobilismo. A experiência acabou se transferindo para sua própria vida. Garner se tornou um aficionado por corrida de carros, criou uma escuderia (equipe de corridas) e até chegou a dirigir o pace car (carro de segurança) durante uma prova das 500 milhas de Indianápolis.

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Série Arquivo Confidencial

A popularidade de “Maverick”, claro, lhe rendeu convites para estrelar muitos westerns. Ele viveu outro personagem lendário, o xerife Wyatt Earp, em duas oportunidades, no western “A Hora da Pistola” (Hour of the Gun, 1967) e na comédia “Assassinato em Hollywood” (Sunset, 1988), repetindo a parceria com o diretor Blake Edwards. O ator ainda fez rir da profissão de xerife na comédia “Uma Cidade Contra o Xerife” (Support Your Local Sheriff!, 1969), que teve uma espécie de sequência temática em “Latigo, o Pistoleiro” (Support Your Local Gunfighter, 1971). Mas também soube dar seriedade aos cowboys que viveu em “Duelo em Diablo Canyon” (Duel at Diablo, 1966) e “Sledge, O Homem Marcado” (A Man Called Sledge, 1970). Além disso, ele voltou ao Velho Oeste televisivo na série “Nichols” (1971 – 1972), vivendo um militar aposentado que se torna o xerife de sua cidadezinha no começo do século 20.

Durante os anos 1970, Garner se reinventou como o detetive charmoso Jim Rockford, na série “Arquivo Confidencial” (The Rockford Files, 1974 – 1980). A produção foi exibida durante seis anos e conquistou ainda mais sucesso que “Maverick”, além de prestígio. Ele venceu o Emmy de Melhor Ator logo na estreia da atração.

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Victor ou Victoria, com Julie Andrews

Rockford era um ex-presidiário que se torna detetive, e sempre acabava levando a pior nos confrontos físicos de seus casos. Garner cansou de apanhar na série, mas não queria ser substituído por dublês. Entrentanto, as filmagens intensas de uma série de ação acabaram trazendo consequências na saúde do astro quarentão. A cada intervalo entre as temporadas, ele precisava operar o joelho, que se ressentia de uma antiga lesão. Foram cinco anos seguidos passando pela mesa de cirurgia, o que levou o ator a decidir abandonar a produção.

Mesmo brigando com o estúdio Universal, que não queria encerrar a série no auge de sua popularidade, Garner concordou em voltar a viver o detetive em diversos telefilmes, produzidos entre 1994 e 1999.

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O Romance de Murphy, com Sally Field

Garner venceu um segundo Emmy como produtor do telefilme “Promise” (1986), que também estrelou, na pele de um homem que cuida do irmão esquizofrênico, vivido por James Woods (“O Ataque”). E conquistou dois Globos de Ouro como Melhor Ator de Minissérie – por “Decoration Day” (1990) e “Selvagens em Wall Street” (Barbarians at the Gate, 1993).

A intensa participação televisiva do período compensou um período de filmes menos empolgantes, como o suspense “O Fã – Obsessão Cega” (The Fan, 1981) e a comédia “Uma Família em Pé de Guerra (Tank, 1984), até sua carreira cinematográfica ser resgatada, ironicamente, pelo filme baseado na série “Maverick” (1994).

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Maverick, com Mel Gibson e Jodie Foster

“Maverick” teve desempenho de blockbuster e voltou a colocar o ator em evidência, lhe permitindo emplacar novos sucessos. O renascimento cinematográfico começou com a comédia “Meus Queridos Presidentes” (My Fellow Americans, 1996), no qual ele e Jack Lemmon (“Quanto Mais Quente Melhor”) eram ex-presidentes tentando expor um caso de corrupção no governo atual.

Garner ainda se juntou a Paul Newman (“A Cor do Dinheiro”) no suspense “Fugindo do Passado (Twilight, 1998), como um ex-policial envolvido num caso de chantagem. E foi ao espaço com Clint Eastwood em “Cowboys do Espaço” (Space Cowboys, 2000), sobre uma tripulação de astronautas veteranos, convocados para uma última missão.

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Cowboys do Espaço, com Tommy Lee Jones, Clint Eastwood e Donald Sutherland

A carreira de sucessos teve ainda o fenômeno “Diário de uma Paixão” (The Notebook, 2004), um dos filme românticos mais adorados de todos os tempos. No filme, ele viveu o marido de uma vítima de Alzheimer (Gena Rowlands, de “Olive”), que conta para a esposa a grande história de amor que viveram – apresentada em flashbacks com Ryan Gosling (“Caça aos Gângsteres”) e Rachel McAdams (franquia “Sherlock Holmes”). Garner chegou a considerar o filme seu trabalho mais emocionante.

Ele fez um último retorno à TV na série “8 Simple Rules… for Dating My Teenage Daughter”, vivendo um avó que precisa cuidar das três netas adolescentes. Ele ocupou o lugar do pai da série, interpretado pelo ator John Ritter (série “Três É Demais”), que morreu de ataque cardíaco enquanto gravava a atração em 2003.

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Diário de uma Paixão, com Gena Rowlands

Seus últimos filmes foram o drama “O Presente” (The Ultimate Gift, 2006), no qual viveu um milionário que deixa de herança muitas lições de vida a seu neto mimado, e a animação “Batalha por T.E.R.A.” (Terra, 2007), em que trabalhou como dublador. Em 2008, ele sofreu um derrame, mas isto não o afastou da carreira. Ele ainda dublou o mago Shazam em curtas animados do universo dos quadrinhos DC, lançados em 2010.

James Garner foi um grande mestre de arte da interpretação invisível. Ele sempre parecia descontraído, lacônico e natural em todos os seus papeis. E uma vez disse: “Quando as pessoas me vêem na tela e dizem: ‘Aquilo é você sendo você mesmo – não é atuação’, eu considero o maior elogio que alguém possa me fazer”. Em uma entrevista de 1973, ninguém menos do que o icônico John Wayne (“O Homem que Matou o Facínora”) o chamou de melhor ator da América.

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+ Vanessa Wohnrath

Vanessa Wohnrath é jornalista e pós-graduada em Cinema. Há nove anos atua na área cultural. Trabalhou nas revistas Ver Vídeo e Blu-ray News, no site CinePOP e em agências de notícias, produzindo conteúdo para MSN, Yahoo! e Rolling Stone. Ela mantém os blogs No Mundo do Cinema e Cinegloss.

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Extraído do site http://pipocamoderna.virgula.uol.com.br/james-garner-1928-2014/319769