quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Amadurecimento

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"O amadurecimento emocional só se desenvolve e se revela em momentos de confito." - Saulo Fong

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

CARTA DA AVÓ

Querido neto,

107080041 Acabei de ter uma experiência religiosa incrível e eu estou escrevendo para compartilhá-la com você. Hoje de manhã fui a uma livraria cristã e me chamou a atenção um adesivo para carro que dizia:

'TOCA A BUZINA SE AMAS A DEUS'.

As pessoas ficam tão estressadas no trânsito, pensei, então eu decidi comprá-lo e pregá-lo no para-choque do meu carro. Assim, quem sabe, as pessoas despertem sua consciência religiosa quando estão dirigindo.

Ao sair com o carro, cheguei a um cruzamento de duas avenidas que estavam entupidas de carros. A temperatura exterior era de 37 graus e meu carro, você sabe, não tem ar condicionado. Para piorar mais a situação era hora de saída das escolas. Fiquei um tempão parada esperando o farol vermelho abrir, pensando no Senhor, no amor que sinto por Ele e em todas as coisas boas que Ele nos tem dado.

Não me dei conta que o farol tinha mudado para o verde, e foi aí que descobri como existem muitas outras pessoas neste mundo que também amam ao Senhor, porque imediatamente começaram a tocar as buzinas...

 Foi uma experiência maravilhosa!

A pessoa que estava logo atrás do meu carro era sem dúvida muito religiosa, já que tocava a buzina sem parar e gritava: “Vamos, pelo amor de Deus...!!!”.
Acho que influenciados por ele, todos os outros carros começaram a tocar a buzina. Eu sorri e abaixei o vidro para saudá-los com a mão através da janela, totalmente emocionada. 152406285

Vi que outro rapaz muito simpático me saudava de uma maneira muito particular levantando só o dedo médio da mão. Eu perguntei ao Betinho, filho da sua tia Marisa, que estava comigo, o que queria dizer esta saudação. Ele me explicou que era 'uma saudação havaiana' de boa sorte.

Aproveitando que o trânsito continuava parado, coloquei minha mão para fora da janela e saudei a todos da mesma maneira.
Seu primo morria de rir, feliz com a bela experiência religiosa que eu estava vivendo.

Dois homens desceram de um carro próximo do meu e vieram em minha direção.. Enquanto eles se aproximavam pensei no poder que tinha um simples adesivo e já me preparava para rezar com eles ou para perguntar qual era a igreja que eles frequentavam, mas não deu tempo. Foi neste momento que reparei que o farol estava verde para mim.

Então, saudei a todos os meus irmãos e irmãs e passei o semáforo.

Depois de cruzar, notei que o único carro que havia podido passar era o meu, já que o farol ficou logo vermelho. Aí eu me senti triste de deixá-los para trás depois de todo o amor que havíamos compartilhado. Resolvi então parar o carro, abaixei o vidro mais uma vez e saudei a todos com a ‘saudação havaiana’ e fui para casa.

Rezo por todas essas almas tão boas e me sinto revigorada por saber que ainda existem tantas pessoas que amam a Deus.

Beijos, da tua avó.

Enviado por Ana Maria

domingo, 16 de fevereiro de 2014

MIX

VOCÊ É O QUE VOCÊ COME

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Você com certeza já ouviu a frase você é o que você come. A origem da expressão vem de duas frases – uma do cozinheiro francês Jean Anthelme Brillat-Savarin (“Diga-me o que comes que eu direi o que tu és”) e a outra do filósofo alemão Ludwig Andreas Feuerbach (“O homem é o que ele come”) – que declaram que a comida de uma pessoa influencia seu estado de espírito e sua saúde. ( Fonte: Revista Super Interessante, edição on line )

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NOMES DOS BAIRROS DO RIO DE JANEIRO

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O Rio de Janeiro tem dezenas de bairros, alguns com nomes curiosos (como Piedade), outros cercados de lendas (Urca, Realengo, Valqueire), fora homenagens a grandes proprietários de terras, famílias antigas e nobres.

A maior curiosidade é a história do Leblon, Flamengo e Urca, que teria o nome devido ao mesmo homem… um holandês, (talvez francês ou flamengo) , chamado Olivier van Noort, cujo apelido era Charles LeBron,  ou LeBlond e chegou ao Rio em seu navio URCA.

Pode até ser mentira, mas deve ser bem mais interessante que a verdade. ( fonte:  Márcio de Castro - www.marciodecastro.com.br )

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MIL AZEITONAS NUMA COLHER

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Para se produzir duas colheres de sopa de azeite é preciso moer até 2 mil azeitonas. Uma oliveira produz,por safra, uma média de 30 quilos da fruta, resultando em cerca de cinco litros de azeite.

O consumo de azeite no Brasil é hoje de 0,2 quilos por habitante ao ano, segundo a Organização Internacional do Azeite de Oliva. Apesar de ser um consumo per capita semelhante ao dos Estados Unidos, é muito abaixo dos 9,6 quilos de Portugal, quarto país no ranking internacional.

Em primeiro está a Grécia, com 24,3 quilos por habitante ao ano. ( fonte: Jair Rattner, " Como a Gallo quer ser a terceira maior sem produzir azeite", jornal "O Estado de São Paulo", 02 de janeiro de 2012)

domingo, 9 de fevereiro de 2014

ORKUT

Rede social Orkut ainda tem 17 mi de visitantes no país

Luís Nassif

122006984 Desde que há internet, há troca de mensagens. Desde que há troca de mensagens, há comunidades sociais. A primeira, Classmates, foi criada em 1995, para congregar estudantes de escolas e universidades americanas. Nos anos seguintes surgiram MirC, MySpace, LinkedIn, MSN Todas tiveram relativo sucesso no país, mas nada que se comparasse à hegemonia conquistada pelo Orkut.

Nascido numa empresa americana, o Orkut visava, inicialmente, o mercado americano. Em janeiro de 2004 — primeiro mês de funcionamento —, dos dez países com mais usuários, o Brasil ocupava a oitava colocação.

Outras redes sociais cresciam em outros países (Hi5 no México, Friendster na Malásia, Facebook nos Estados Unidos).

O Orkut surgiu de forma excludente: entrava-se na rede mediante convite.

Da primeira leva de brasileiros a se aventurar, constavam a jornalista Cora Rónai e o antropólogo Hermano Vianna. O meu convite chegou em março de 2005, por intermédio de uma amiga. Nós tínhamos 23 anos, estávamos no segundo ano de Jornalismo, conversávamos muito pelo computador.

No Orkut, há resquícios de mensagens nossas : estão marcados, no meu histórico, o dia em que consegui meu primeiro emprego (“Caracas!!!! Qual vai ser o seu horário???”, perguntou uma amiga), o dia em que sofri um acidente, que me deixou um mês acamado (“Vc tá melhor???? Fiquei sabendo”, escreveu minha prima), o dia em que entrei para uma comunidade de fãs do deputado Paulo Maluf (“Vou te espancar!”, bradou uma paulistana).

170069297 Está lá a primeira mensagem que recebi de uma moça que viria a ser minha namorada (“Você é capcioso”) e a última que ela escreveu antes de terminarmos (“Você está sendo irônico?”).

Entre março de 2005 e agosto de 2011, 2.344 mensagens foram escritas por amigos no meu perfil. Elas formam um retrato do que eu fui (ou aparentei ser) naquele período — mas não só. Quando o foco é ampliado para todos os perfis, de todos os usuários que restaram, há, ali, um retrato do que foi uma parcela do Brasil naquele período.

— No futuro, pesquisadores que forem ao Orkut vão entender numa escala microscópica o que estava acontecendo no país naquele momento. Está tudo lá: moda, política, sem falar na inclusão social.

Diretor do Centro de Tecnologia e da Sociedade da Escola de Direito da Fundação Getúlio Vargas, Lemos defende que o conteúdo do Orkut deveria ser preservado pela Biblioteca Nacional ou pelo próprio Google

De acordo Alex Banks, diretor-executivo da ComScore, usuários do Orkut entram na rede sete vezes ao mês (contra 44 do Facebook). Permanecem durante 40 minutos (contra 12 horas no Facebook). Dos remanescentes, 98,4% têm perfil na rede de Zuckerberg. Ainda assim, ele acredita que o Orkut não esteja condenado:

— O anunciante quer número de cliques, e 17 milhões de visitantes ainda é muita coisa.

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Já Thiago Tavares, presidente da SaferNet Brasil, ONG que recebe denúncias de crimes na internet, é menos otimista: de 2005 a dezembro de 2012 (quando foi ultrapassado pelo Facebook), o Orkut foi o site mais denunciado por crimes de ódio, racismo ou pedofilia.

Num passeio pelo Orkut, hoje, vê-se que algumas comunidades que eram gigantes continuam gigantes. “Eu amo a minha mãe” ainda congrega 4,6 milhões de membros. “Eu amo o meu pai” tem 2,5 milhões. Comunidades que tratam de times e seriados ainda têm audiência relativa.

Autor de 715 comunidades , o publicitário Bruno Predolin chegou a ganhar um valor (ainda que simbólico) com os grupos que inventou: de 2010 a 2011, o canal HBO lhe pagava R$ 500 mensais para ter o link anunciado em suas comunidades.

O publicitário — então apenas um estudante universitário — ficou surpreso com a oferta: — Eu não tinha pretensão de ganhar dinheiro. Quando comecei a criar as comunidades estava na escola; só queria canalizar minhas ideias.

Gerente de uma agência de turismo no Shopping Downtown, na Barra, João Mascarenhas (ou João Holden, como era conhecido no Orkut) foi dono da maior comunidade que existiu: “Eu odeio acordar cedo”, com 6,1 milhões de usuários — que o transformou numa figura “pública” na rede. Havia agremiações formadas por aqueles que o admiravam , detestavam e que gostariam de estar em seu lugar : — No mundo do Orkut fiquei conhecido, mas fora dele ninguém sabia quem eu era — lembra hoje, aos 34 anos.

Vendeu sua comunidade em 2009, por cerca de R$ 4 mil. Nunca mais entrou no grupo.

Dono do blog de humor “NãoSalvo”, Maurício Cid, de 27 anos, foi autor de 1.024 comunidades. Vez por outra, relembra o Orkut em seu blog. Em fevereiro, listou uma série de perfis de usuários sob o título “24 motivos para ter saudades do Orkut”. …

Existe atualmente, no Facebook, uma série de comunidades que veneram o Orkut. A maior delas, “Sdds Orkut” (Saudades Orkut), tem 67 mil usuários, que costumam postar páginas com erros de português famosos no site que marcou a inclusão digital das classes mais populares (um garoto exaltando seu “peito oral”, uma menina reclamando da “cituasão”).

A segunda maior, “Unidos pelo Orkut”, é descrita como uma página “em prol da melhor rede social de todos os tempos”.

A terceira, “Comunidades do Orkut”, é onde cerca de dez mil pessoas relembram os grupos mais inventivos

Enviado por luisnassif, dom, 24/03/2013 - 07:33
Do jornal O Globo

Leio o artigo na íntegra em http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/rede-social-orkut-ainda-tem-17-mi-de-visitantes-no-pais

Saiba mais em http://forum.outerspace.terra.com.br/index.php?threads/24-motivos-para-sentir-saudades-do-orkut-parte-1-e-2.322021/

domingo, 2 de fevereiro de 2014

a mulher

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a mulher é bem mais do que a gente pensa que ela vale. ela nos dá amor, e o homem, não. ela nos dá o seio  quando, infelizmente, se é pequeno. ela nos dá abrigo entre os seus braços e da sua boca soa o nosso nome como se cantassem os querubins.

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Confira outros textos do talentoso Sílvio Afonso, no seu blog Palhaço Poeta, em  palhacopoeta.blogspot.com.br.

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PALHAÇADA 
Sílvio Afonso 

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O verdadeiro palhaço não precisa se vestir  com roupas
coloridas ou pintar de alegria a cara.

O riso que nem sempre ascende aos lábios cuja boca diz o nome da mulher que ama, dita respeito aos filhos e da fome que o aflige quando está  desempregado ou a plateia fica ausente é, em cada espetáculo, a sua ferramenta de trabalho.

Palhaço não deve choramingar se sorrir é o seu ofício. Palhaço que erra, mas acerta quando reconhece que errar é engraçado. Que viaja à outras terras em busca do sustento e chora às escondidas a cada não. Que baixa a cabeça se está triste e mesmo sem saber faz rir ao ser reconhecido no caminho aonde passa.

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Palhaço que ama com facilidade, mas se sentir amado só com muito empenho.  A gente não ama um palhaço pela pessoa que existe nele, mas pelo que ele consegue causar na gente.  Palhaço não fala sério, mas se acerca da verdade se quiser pagar as próprias contas, criar e educar seus filhos e convencer que ama uma mulher sem que ela dê risadas.

O palhaço não é obra do homem, mas do eterno grafiteiro que picha na alma da gente os doces momentos que a gente leva.

Eu jamais daria vivas ao palhaço pelas cambalhotas, pelo carpado duplo sem rede ou pelos risos que ele causa, mas pela esperança refletida nos olhos da  criança e a saudade que escorre em lágrimas na face dos mais velhos. Nesses momentos, sim,  eu me vejo de pé batendo palmas.