quinta-feira, 29 de maio de 2014

Imperfeição

:: Elisabeth Cavalcante ::

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Uma das maiores fontes de insatisfação e ansiedade para o ser humano é a dificuldade em aceitar a si mesmo. Muitos se condenam por não ter o padrão de beleza imposto pelo mundo, por não possuírem a riqueza almejada ou o sucesso e o reconhecimento no campo profissional.

Sentem-se excluídos e indignos de admiração e respeito. O pior que pode acontecer a alguém é não se considerar digno aos seus próprios olhos. Ainda que o mundo inteiro nos condene, se tivermos uma autoestima sólida, nada poderá nos desviar da convicção de que temos valor, ainda que apresentemos alguma imperfeição.

Mas, quando isto não acontece, tornamo-nos vulneráveis ao julgamento do mundo, impondo-nos um esforço sobre-humano para nos encaixar nos padrões que, acreditamos, nos garantirá o amor e a aceitação alheias.

A perfeição é algo totalmente impossível de se alcançar, pois a comparação com os demais, sempre nos trará algum quesito em que seremos superados por outra pessoa.

Portanto, o melhor a fazer é tentar aceitar a nós mesmos de modo incondicional, buscando superar nossas limitações mas sem nos deixarmos dominar pela angústia e a infelicidade, quando isto não é conseguido.

481931071 Todos temos direito a respeito e consideração, não importa quais as condições sociais, econômicas ou raciais em que nos encontremos. Ter esta convicção arraigada dentro de nós é a única maneira de construirmos um mundo em que a discriminação, o julgamento e o preconceito estejam totalmente ausentes.

"...a primeira coisa é esta: pare de se julgar. Ao invés de julgar, comece a aceitar-se com todas as suas imperfeições, todas as suas debilidades, todos os seus erros, todos os seus fracassos. Não peça a si mesmo para ser perfeito -isso é, simplesmente, pedir pelo impossível e, depois, você se sentirá frustrado. Você é um ser humano, afinal de contas.

Olhe para os animais, para os pássaros; nenhum deles está preocupado, nenhum deles está triste, nenhum deles está frustrado. Você não vê um búfalo dando fricote. Ele está perfeitamente contente, mascando a mesma grama todos os dias. Ele é quase iluminado. Não há nenhuma tensão: há um tremenda harmonia com a natureza, com ele mesmo, com tudo como é. Os búfalos não criam partidos para revolucionar o mundo, para tornar os búfalos em superbúfalos, para tornar os búfalos religiosos, virtuosos. Nenhum animal está interessado nas idéias humanas.

E eles todos devem estar rindo: "o que aconteceu a vocês? Por que você não pode ser apenas você mesmo, como você é? Qual é a necessidade de ser uma outra pessoa?"

Assim, a primeira coisa é uma profunda aceitação de você mesmo.

CONTINUE LENDO "IMPERFEIÇÃO", em http://somostodosum.ig.com.br/conteudo/c.asp?id=12277

domingo, 25 de maio de 2014

NÃO CULPE NINGUÉM

Jacob Moses

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Não culpe ninguém. O único culpado dos seus problemas é você mesmo. Toda vez que acontece algo ruim em nossa vida, nosso primeiro pensamento é achar o culpado.

A culpa é dos meus pais que não me educaram direito. A culpa é do meu pai que abusou sexualmente de mim. A culpa é das escolas precárias em que estudei na infância. A culpa é do governo, que não faz nada. A culpa é das pessoas invejosas e inseguras, prontas para me derrubarem.

A culpa é da mídia. A culpa é o fato de que os astros não estão em posição zodiacal favorável, neste momento. A culpa é do Diabo. A culpa é de não freqüentar a igreja como deveria. A culpa é de gente incompetente ao meu redor.

Não. O único culpado de seus problemas é você mesmo. Se você teve uma infância ruim, foi abusado [a], se não puder esquecer, deixar isto no passado, procure ajuda psiquiátrica para livrar-se disto. A bem da verdade, culpar os pais por seus problemas é bem ridículo.

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Se o governo é ruim, não esqueça que quem o colocou lá foi você mesmo. Se não foi você quem o colocou, responda-me: qual a última vez em que você entrou numa passeata contra o governo?

Há pessoas invejosas querendo te derrubar? Tem certeza? Ou é paranóia sua? Se é assim, demonstre sua capacidade para quem realmente importa: seu chefe, por exemplo. Ignore os colegas de trabalho. Por outro lado, se achar que há uma conspiração na empresa contra você, meta a boca no trombone.

Se nada disto funcionar, arranje outro emprego. Mas vá por mim: ninguém tem inveja de você. Ninguém está nem aí com você. A maioria das pessoas nem sabe que você existe.

O Diabo é bode expiatório de tudo de errado que um ser humano faz. Algumas pessoas não acreditam nem sequer na existência dele. Você tem provas de que ele existe? Você já viu o Diabo ou já viu uma pessoa se debatendo na igreja, dizendo que estava com o Diabo no corpo?

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Existe até uma doença para quem pensa estar sendo perseguido pelo Diabo: esquizofrenia paranóide. Se sua situação é incontrolável, neste quesito, recomendo uma visita a um psiquiatra. “Você precisa ir à igreja para resolver seus problemas”. Onde está escrito que Deus está só na igreja? Deus está em todos os lugares. Ele é onisciente, onipresente e onipotente.

Você vai à igreja para agradar a Deus ou para agradar aos outros freqüentadores da igreja? A única maneira realmente válida de agradar a Deus é fazer o bem. Nada mais.

“Estou rodeado de gente incompetente”. Você está rodeado de gente incompetente porque quer. Mude toda sua equipe, oras. Ou mude de ares, mude de empresa, descubra como se cercar de gente competente.

E a mídia não tem culpa de nada. A mídia apenas representa o que é a sociedade. Se sua filha dança funk seminua, a culpa não é da mídia. A culpa é sua que não conversa com sua filha e não recomenda que ela não tenha comportamento de atriz pornô. Muitas vezes, ela faz isto por pura ingenuidade. Ou por carência afetiva.

Você já disse “eu te amo” para seus filhos hoje? ( in  UMA DAS VINTE E DUAS MANEIRAS DE RESOLVER QUALQUER PROBLEMA E VIVER MELHOR  )

sábado, 17 de maio de 2014

MANÉ GARRINCHA UM CRAQUE DO RISO

Por Almandrade
(para lembrar os 80 anos do palhaço da bola)

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O personagem mais singular da história do futebol, Mané Garrincha, não era um atleta, talvez um artista, com certeza um craque da  humildade, virtuoso e estilista, que encontrou no drible uma forma de encantar a vida.

Mais do que um jogador genial, ele transformou o futebol num espetáculo delirante cujo objetivo principal não era ganhar ou perder, e sim o riso. O próprio declara numa entrevista: “Para ser sincero eu preferia driblar a fazer gol, mas como a única maneira de ganhar os jogos era colocando a bola na rede, de vez em quando eu fazia meus golzinhos”. Quando Garrincha jogava o estádio parecia mais um teatro ou um circo.

Chamou a atenção do mundo com seus dribles precisos e desconcertantes,improvisados na hora certa de suas pernas tortas que bailavam contrariando a anatomia, um Charlie Chapin alegrando multidões. Sempre cordial e imarcável, ingênuo até. Deixava o marcador perdido, sem saber o que fazer no gramado, era certo sua passagem pela direita, mas ninguém tinha certeza do momento.

Para as torcidas que não economizavam gargalhadas, até mesmo a adversária, não interessavam mais o resultado do jogo, e sim contemplar o show do craque.  Um “santo do riso”, alegria dos que tiveram o privilégio de assisti-lo. “Foi um pobre e pequeno mortal que ajudou um país inteiro a sublimar  suas tristezas”, palavras do poeta maior Carlos Drummond de  Andrade.

maneh-318x450 Garrincha foi um caso aparte, uma exceção. Sua relação poética e lúdica com a bola era de um deus brincando com o mundo  para divertir seus santos. Na elegante crônica do escritor, dramaturgo e jornalista esportivo Nélson Rodrigues, Garrincha não precisava pensar:  “Tudo nele se resolve pelo instinto, pelo jato puro e irresistível do instinto. E, por isso mesmo, chega sempre antes, sempre na frente, porque jamais
o raciocínio do adversário terá a velocidade genial do seu instinto”.

Um bailarino? Desafiou, subverteu as concepções do futebol europeu e solicitou do espectador outra atenção e sensibilidade para o jogo. Mané é uma referência inédita para um futebol que não mais existe.

Jogar bola para ele era uma forma de encarar a vida, não importava a partida, fosse da copa do mundo ou uma pelada entre amigos, o prazer era o mesmo. E a vida, é uma  brincadeira que passa rápido, como passou a agilidade de suas pernas, vencido pelo cansaço, pela  boemia e pelo álcool, a alegria foi finalizada pelo apito do tempo. “A tristeza não tem fim, felicidade sim.” diz a indiscutível perfeição da voz de  João Gilberto na brilhante interpretação da canção de Tom e Vinícius.

Almandrade
(artista plástico, poeta e arquiteto)
edicaolimitadadegravuras.com.br/almandrade.html

Enviado por Rose Selavy

Saiba mais em http://pt.wikipedia.org/wiki/Garrincha

quarta-feira, 14 de maio de 2014

sábado, 10 de maio de 2014

MIX

CASA DA MÃE JOANA

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A expressão se deve a Joana, rainha de Nápoles e condessa de Provença, que viveu na Idade Média entre 1326 e 1382. Em 1346, ela se refugiou em Avignon, na França.

Aos 21 anos, Joana regulamentou os bordéis da cidade  onde estava refugiada. Uma das normas dizia: “o lugar terá uma porta por onde todos possam entrar.” Transposta para Portugal, a expressão “paço-da-mãe-joana” virou sinônimo de prostíbulo.

Trazida para o Brasil, a palavra “paço”, por não fazer parte da linguagem popular, foi substituído por “casa”. Assim, “casa-da-mãe-joana” passou a servir para indicar um lugar ou situação em que cada um faz o que quer, onde impera a desordem e a desorganização. ( fonte : Curiosidades Sobre Expressões Populares - http://www.vocesabia.net )

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COMIDA ENLATADA

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Napoleão Bonaparte ofereceu um prêmio para quem inventasse uma forma de preservar comida no front.

Em 1810, o chef Nicolas Appert conseguiu: criou um método para guardar alimentos em garrafas lacradas, logo adaptado para uso em latas de estanho.Muito tempo depois, outro alimento enlatado também ganharia fama graças à guerra. Era o spam.

Criado em 1937. esse apresuntado foi ração dos soldados aliados na Segunda Guerra. ( Fábio Marton, "Conexões da Espanha ao Spam", revista Super Interessante, edição 302, março de 2012 )

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ANIMAIS PODEM APRECIAR MÚSICA ?

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No clássico "Fantasia", da Disney, crocodilos e hipopótamos desengonçados executam uma dança irreal ao som de Dança das Horas. É só imaginação ou a música pode mesmo mexer com os bichos ?

"Há indícios de que os animais se sentem melhor quando ouvem algumas músicas",diz o veterinário Mauro Lantzman,professor de psicobiologia da PUC de São Paulo. Geralmente,são sons suaves e melódicos,como sonatas de Chopin ou quarteto de cordas de Beethoven.

"A produção de vacas leiteiras aumenta com música clássica ambiente no curral",diz Lantzman. O mesmo resultado pode ser observado na produção de ovos em granja. ( Cristian Mano, "Quer Saber ?", revista Emoção e Inteligência, nº 7, dezembro de 2000)