terça-feira, 29 de julho de 2014

Os livros favoritos de Ariano Suassuna

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A jornalista Simone Magno, colocou no seu blog a  lista as obras favoritas de Ariano Suassuana.  A informação é parte de uma entrevista que se encontra no portal da CBN.  Não deixe de ouvir o escritor na gravação da rádio.  Mas para matar a curiosidade, aqui estão:

AUTORES BRASILEIROS

As obras de Monteiro Lobato para crianças
Tesouro da Juventude – enciclopédia
Através do Brasil de Olavo Bilac e Manoel Bonfim
Os sertões, Euclides da Cunha
O triste fim de Policarpo Quaresma, Lima Barreto
O cortiço, Aluísio Azevedo
A carne, Júlio Ribeiro

*

AUTORES ESTRANGEIROS

Scaramouche, Rafael Sabatini
Memórias de um médico, Alexandre Dumas
O Conde de Monte Cristo, Alexandre Dumas
Crime e castigo, de Fiódor Dostoiévski
O idiota, de Fiódor Dostoiévski
Os irmãos Karamazov, de Fiódor Dostoiévski
Os demônios, de Fiódor Dostoiévski
Almas mortas, Nicolai Gogol
Ana Karenina, Liev Tolstoi
Guerra e Paz, Liev Tolstoi
O vermelho e o negro, Stendhal

( in: http://peregrinacultural.wordpress.com/2014/07/27/os-livros-favoritos-de-ariano-suassuna/)

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Perfil : James Garner (1928 – 2014)

By: Vanessa Wohnrath

0 james garner James Garner (1928 – 2014)

Morreu o ator James Garner, um dos talentos mais versáteis de Hollywood, que conheceu sucesso em séries de TV e estrelou clássicos do cinema, tendo vencido o Emmy e sido indicado ao Oscar de Melhor Ator. Ele foi cowboy, detetive, astronauta e sedutor. Beijou algumas das mulheres mais lindas do cinema. Lutou até com Bruce Lee. E veio a falecer no sábado (19/7), aos 86 anos de idade, em sua casa em Los Angeles, de causas naturais.

O eterno astro nasceu em 7 de abril de 1928, na cidade de Norman, no estado de Oklahoma, com o nome de batismo James Scott Bumgarner. A sua mãe morreu quando tinha 4 anos e ele e seus dois irmãos sofreram nas mãos da madrasta. Querendo sair de casa, ele se alistou aos 16 anos na Martinha mercante, mas acabou dispensado devido à crises de enjoos que tinha em alto mar. O pai se separou e se mudou com os três filhos para Los Angeles e, lá, Garner conseguiu emprego de modelo na grife Jantzen, especializada em moda de praia.

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No Rastro dos Bandoleiros, com Randolph Scott e James Craig

Aos 22 anos, serviu na Guerra da Coreia (1950 – 1953), onde se feriu duas vezes. Começou sua carreira artística logo após ser dispensando, quando um amigo, o agente e produtor Paul Gregory, lhe ofereceu um pequeno papel na peça “The Caine Mutiny Court-Martial” (1954), estrelada por Henry Fonda (“Vinhas da Ira”). O trabalho do astro influenciou muito Garner, que revelou em uma entrevista que tentava imitá-lo ao máximo, brincando que roubou a forma de atuar de Fonda.

O jovem ator assinou contrato com o estúdio Warner Bros., estreando na televisão com uma participação na série de western “Cheyenne”, em 1955. No ano seguinte, atuou em dois filmes, “Rumo ao Desconhecido” (Toward the Unknown, 1956), com William Holden (“Crepúsculo dos Deuses”), e “Impulsos da Mocidade” (The Girl He Left Behind, 1956), estrelado por Natalie Wood (“Juventude Transviada”), com quem voltaria a trabalhar no drama “Amor de Milionário” (Cash McCall, 1960).

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Sayonara, com Marlon Brando

Ainda em 1956, Garner conheceu a sua futura esposa, Lois Fleishman Clarke, durante uma convenção presidencial do candidato democrata Adlai Stevenson. Duas semanas depois eles se casaram. O casal, que teve dois filhos, permaneceu junto até o fim da vida do ator. E ele costumava brincar que jamais poderia interpretar um republicano por causa das posições políticas da mulher.

Aos 29 anos, ele estrelou seu primeiro western no cinema, “No Rastro dos Bandoleiros” (Shoot-Out at Medicine Bend, 1957). O gênero marcaria sua carreira, assim como os romances, tendência de seu filme seguinte, o clássico “Sayonara” (1957), estrelado por Marlon Brando (“O Poderoso Chefão”), no qual viveu seu primeiro papel coadjuvante de destaque.

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Série Maverick

No mesmo ano, Garner conseguiu o trabalho que lhe rendeu protagonismo e popularidade, a série de western “Maverick” (1957 – 1962). Por cinco anos, ele viveu o charmoso Bret Maverick, um jogador de cartas trapaceiro, que pulava de cidade em cidade dando golpes com seu irmão Bart (Jack Kelly, de “O Planeta Proibido”). O personagem se destacou por ser completamente diferente dos esterótipos das produções de cowboys: Maverick não era exatamente um mocinho corajoso, tampouco um fora-da-lei. Além de tudo, mal pegava na arma.

A série foi celeiro de muitos talentos. O futuro 007 Roger Moore foi introduzido como primo de Garner em 1959 e chegou a aparecer em 16 episódios, substituindo Garner durante uma briga com os produtores, que levou ao seu afastamento da atração. Até Clint Eastwood participou de um episódio antes de ficar famoso pelos westerns spaghetti dirigidos por Sergio Leone (“Era uma Vez no Oeste”).

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Infâmia, com Audrey Hepburn e Shirley MacLaine

“Maverick” fez tanto sucesso que o personagem acabou aparecendo numa comédia de western “Valentão é Apelido” (Alias Jesse James, 1959), estrelada por Bob Hope (“O Rei da Confusão”), enquanto a série ainda era exibida na TV.

Mesmo após o cancelamento, o cowboy das cartas ressurgiu várias vezes. Primeiro, no telefilme “The New Maverick” (1979), que serviu para introduzir o irmão mais jovem do personagem, Ben Maverick (Charles Frank, de “Os Eleitos”), protagonista de um série de 1980 (“Young Maverick”). E finalmente em uma nova série própria, “Bret Maverick” (1981 – 1982), que durou apenas 18 episódios com o personagem na meia idade. Não foi, porém, o fim da ligação de Garner com o carteado. Ele ainda participou da adaptação cinematográfica da série, como uma espécie de mentor do Maverick vivido por Mel Gibson (“Coração Valente”) em 1994.

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Tempero de Amor, com Doris Day

O sucesso de “Maverick” foi o empurrão que faltava para Garner virar protagonista no cinema. Seu primeiro trabalho como ator principal foi no drama de guerra “Aqui Só Cabem os Bravos” (Darby’s Rangers, 1958), dando vida a um herói da 2ª Guerra Mundial após Charlton Heston (“Ben-Hur”) desistir do papel por questão salarial.

Mas mesmo os papeis de coadjuvante passaram a ter mais peso, como, por exemplo, sua participação no drama clássico “Infâmia” (The Children’s Hour, 1961), no qual interpretou o noivo de Audrey Hepburn (“Bonequinha de Luxo”). Na trama, ela era acusada de ser de lésbica por uma aluna, devido à sua amizade com outra professora, vivida por Shirley MacLaine (“Laços de Ternura”). Baseado na peça de Lillian Hellman (“Júlia”) e dirigido pelo mestre William Wyler (“Ben-Hur”), o filme era uma porrada que antecipou muitas discussões.

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Não Podes Comprar Meu Amor, com Julie Andrews

A maioria de seus filmes, porém, tinha temática mais leve, dada a sua preferência por comédias românticas. Neste gênero, ele disputou o amor de Kim Novak (“Um Corpo que Cai”) em “Uma Vez por Semana” (Boys’ Night Out, 1962), e se casou duas vezes com Doris Day (“Confidências à Meia-Noite”) em “Tempero do Amor” (The Thrill of It All, 1963) e “Eu, Ela e a Outra” (Move Over, Darling, 1963). Ele também foi marido de Debbie Reynolds (“Cantando na Chuva”) em “Lua de Mel com Papai” (How Sweet It Is!, 1968) e foi visto ainda em “Simpático, Rico e Feliz (The Wheeler Dealers, 1963), dirigido por Arthur Hiller (“Love Story – Uma História de Amor”).

Hiller e Garner voltaram a trabalhar juntos no romance “Não Podes Comprar Meu Amor” (The Americanization of Emily, 1964), que o ator chegou a considerar seu filme favorito. Na trama, ele interpreta um oficial naval cínico que vive a boa vida em tempos de guerra, só que tudo muda quando se apaixona por uma jovem (Julie Andrews, de “A Noviça Rebelde”) às vésperas de uma missão perigosa.

still of james garner in grand prix 1966 large picture James Garner (1928 – 2014)

Grand Prix

Andrews e o ator se reencontraram muitos anos depois no musical “Victor ou Victoria” (Victor ou Victoria, 1982), dirigido pelo marido da atriz, Blake Edwards (franquia “A Pantera Cor-de Rosa”). Um dos maiores sucessos dos anos 1980, o filme trazia Andrews como uma cantora desempregada que decidia se passa por homem para se apresentar em um clube. Mas seu plano começa a ruir quando sua verdadeira identidade é ameaçada, ao se apaixonar por um gângster (Garner).

Foi justamente por uma comédia romântica, “O Romance de Murphy” (Murphy’s Romance, 1985), que o astro conseguiu sua primeira e única indicação ao Oscar de Melhor Ator. No filme, ele vivia o farmacêutico de uma cidadezinha que se apaixona pela nova moradora (Sally Field, de “Lincoln”), uma mulher solteira e com um filho adolescente.

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A Hora da Pistola

A predileção pelo gênero não impediu que ele estrelasse filmes de ação, e essa versatilidade acabou lhe valendo muitas comparações, ao longo da carreira, com o galã Cary Grant (“Intriga Internacional”). Ambos compartilhavam de uma invejável capacidade para encantar o público, independente dos personagens que viviam.

Entre seus diversos papeis de ação, Garner se destacou no grandioso elenco de “Fugindo do Inferno” (The Great Escape, 1963), compartilhando um plano arrojado de fuga de um campo de concentração nazista com Steve McQueen (“Bullitt”), James Coburn (“A Cruz de Ferro”), Charles Bronson (“Desejo de Matar”), Richard Attenborough (“Jurassic Park”) e Donald Pleasence (“Halloween”).

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Detetive Marlowe em Ação, com Bruce Lee

Ele voltou a ser aprisionado pelos nazistas no thriller “36 Horas” (36 Hours, 1965), sobre tortura psicológica, na qual tentavam convencê-lo que a Alemanha tinha vencido a guerra. Fez ainda o tenso “A Mulher Sem Rosto” (Mister Buddwing, 1966), como um homem com amnésia que tenta descobrir sua verdadeira identidade. E até encarnou o célebre detetive noir Philip Marlowe em “Detetive Marlowe em Ação” (1969), no qual enfrentou ninguém menos que o astro do kung fu Bruce Lee (“Operação Dragão”).

Mas sua experiência favorita no gênero foi o filme de corridas “Grand Prix” (1966), no qual viveu um piloto profissional de automobilismo. A experiência acabou se transferindo para sua própria vida. Garner se tornou um aficionado por corrida de carros, criou uma escuderia (equipe de corridas) e até chegou a dirigir o pace car (carro de segurança) durante uma prova das 500 milhas de Indianápolis.

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Série Arquivo Confidencial

A popularidade de “Maverick”, claro, lhe rendeu convites para estrelar muitos westerns. Ele viveu outro personagem lendário, o xerife Wyatt Earp, em duas oportunidades, no western “A Hora da Pistola” (Hour of the Gun, 1967) e na comédia “Assassinato em Hollywood” (Sunset, 1988), repetindo a parceria com o diretor Blake Edwards. O ator ainda fez rir da profissão de xerife na comédia “Uma Cidade Contra o Xerife” (Support Your Local Sheriff!, 1969), que teve uma espécie de sequência temática em “Latigo, o Pistoleiro” (Support Your Local Gunfighter, 1971). Mas também soube dar seriedade aos cowboys que viveu em “Duelo em Diablo Canyon” (Duel at Diablo, 1966) e “Sledge, O Homem Marcado” (A Man Called Sledge, 1970). Além disso, ele voltou ao Velho Oeste televisivo na série “Nichols” (1971 – 1972), vivendo um militar aposentado que se torna o xerife de sua cidadezinha no começo do século 20.

Durante os anos 1970, Garner se reinventou como o detetive charmoso Jim Rockford, na série “Arquivo Confidencial” (The Rockford Files, 1974 – 1980). A produção foi exibida durante seis anos e conquistou ainda mais sucesso que “Maverick”, além de prestígio. Ele venceu o Emmy de Melhor Ator logo na estreia da atração.

post 379750 0 32934300 1405845309 600x399 James Garner (1928 – 2014)

Victor ou Victoria, com Julie Andrews

Rockford era um ex-presidiário que se torna detetive, e sempre acabava levando a pior nos confrontos físicos de seus casos. Garner cansou de apanhar na série, mas não queria ser substituído por dublês. Entrentanto, as filmagens intensas de uma série de ação acabaram trazendo consequências na saúde do astro quarentão. A cada intervalo entre as temporadas, ele precisava operar o joelho, que se ressentia de uma antiga lesão. Foram cinco anos seguidos passando pela mesa de cirurgia, o que levou o ator a decidir abandonar a produção.

Mesmo brigando com o estúdio Universal, que não queria encerrar a série no auge de sua popularidade, Garner concordou em voltar a viver o detetive em diversos telefilmes, produzidos entre 1994 e 1999.

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O Romance de Murphy, com Sally Field

Garner venceu um segundo Emmy como produtor do telefilme “Promise” (1986), que também estrelou, na pele de um homem que cuida do irmão esquizofrênico, vivido por James Woods (“O Ataque”). E conquistou dois Globos de Ouro como Melhor Ator de Minissérie – por “Decoration Day” (1990) e “Selvagens em Wall Street” (Barbarians at the Gate, 1993).

A intensa participação televisiva do período compensou um período de filmes menos empolgantes, como o suspense “O Fã – Obsessão Cega” (The Fan, 1981) e a comédia “Uma Família em Pé de Guerra (Tank, 1984), até sua carreira cinematográfica ser resgatada, ironicamente, pelo filme baseado na série “Maverick” (1994).

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Maverick, com Mel Gibson e Jodie Foster

“Maverick” teve desempenho de blockbuster e voltou a colocar o ator em evidência, lhe permitindo emplacar novos sucessos. O renascimento cinematográfico começou com a comédia “Meus Queridos Presidentes” (My Fellow Americans, 1996), no qual ele e Jack Lemmon (“Quanto Mais Quente Melhor”) eram ex-presidentes tentando expor um caso de corrupção no governo atual.

Garner ainda se juntou a Paul Newman (“A Cor do Dinheiro”) no suspense “Fugindo do Passado (Twilight, 1998), como um ex-policial envolvido num caso de chantagem. E foi ao espaço com Clint Eastwood em “Cowboys do Espaço” (Space Cowboys, 2000), sobre uma tripulação de astronautas veteranos, convocados para uma última missão.

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Cowboys do Espaço, com Tommy Lee Jones, Clint Eastwood e Donald Sutherland

A carreira de sucessos teve ainda o fenômeno “Diário de uma Paixão” (The Notebook, 2004), um dos filme românticos mais adorados de todos os tempos. No filme, ele viveu o marido de uma vítima de Alzheimer (Gena Rowlands, de “Olive”), que conta para a esposa a grande história de amor que viveram – apresentada em flashbacks com Ryan Gosling (“Caça aos Gângsteres”) e Rachel McAdams (franquia “Sherlock Holmes”). Garner chegou a considerar o filme seu trabalho mais emocionante.

Ele fez um último retorno à TV na série “8 Simple Rules… for Dating My Teenage Daughter”, vivendo um avó que precisa cuidar das três netas adolescentes. Ele ocupou o lugar do pai da série, interpretado pelo ator John Ritter (série “Três É Demais”), que morreu de ataque cardíaco enquanto gravava a atração em 2003.

picture of james garner and gena rowlands in jurnalul 2004 large picture 600x400 James Garner (1928 – 2014)

Diário de uma Paixão, com Gena Rowlands

Seus últimos filmes foram o drama “O Presente” (The Ultimate Gift, 2006), no qual viveu um milionário que deixa de herança muitas lições de vida a seu neto mimado, e a animação “Batalha por T.E.R.A.” (Terra, 2007), em que trabalhou como dublador. Em 2008, ele sofreu um derrame, mas isto não o afastou da carreira. Ele ainda dublou o mago Shazam em curtas animados do universo dos quadrinhos DC, lançados em 2010.

James Garner foi um grande mestre de arte da interpretação invisível. Ele sempre parecia descontraído, lacônico e natural em todos os seus papeis. E uma vez disse: “Quando as pessoas me vêem na tela e dizem: ‘Aquilo é você sendo você mesmo – não é atuação’, eu considero o maior elogio que alguém possa me fazer”. Em uma entrevista de 1973, ninguém menos do que o icônico John Wayne (“O Homem que Matou o Facínora”) o chamou de melhor ator da América.

93681430 96656955 e1405844326471 600x664 James Garner (1928 – 2014)

 

+ Vanessa Wohnrath

Vanessa Wohnrath é jornalista e pós-graduada em Cinema. Há nove anos atua na área cultural. Trabalhou nas revistas Ver Vídeo e Blu-ray News, no site CinePOP e em agências de notícias, produzindo conteúdo para MSN, Yahoo! e Rolling Stone. Ela mantém os blogs No Mundo do Cinema e Cinegloss.

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Extraído do site http://pipocamoderna.virgula.uol.com.br/james-garner-1928-2014/319769

domingo, 13 de julho de 2014

Rivalidade entre Brasil e Argentina

História

Antes mesmo da invenção do futebol, já existia uma rivalidade entre Brasil e Argentina. Espanhóis e portugueses iniciaram essa rixa logo após o descobrimento da América, quando dividiram suas terras no Tratado de Tordesilhas. Depois, com os países já independentes, a tensão entre as nações aumentou com a Guerra Cisplatina, quando Argentina e Uruguai se uniram para combater o avanço do Brasil na região do Rio da Prata. Um dos últimos momentos de tensão na história entre brasileiros e argentinos foi nos anos 70, durante a construção da Usina de Itaipu. Argentinos acreditavam que Buenos Aires poderia ser inundada completamente caso a usina fosse destruída. A partir dos anos 90, com a implementação do Mercosul, as relações políticas entre os dois países melhoraram consideravelmente.

Os primeiros jogos

As seleções de futebol de Brasil e Argentina tiveram seus primeiros jogos no início do século 20, com uma enorme vantagem dos argentinos. O primeiro jogo foi no dia 20 de setembro 1914, quando as duas seleções disputaram uma partida amistosa em Buenos Aires. O resultado foi uma vitória de 3 a 0 para os argentinos. Porém, uma semana depois, na disputa da final da Copa Roca, o Brasil ganhou de 1 a 0 da Argentina, dando o troco nos seus vizinhos e comemorando o título na frente da torcida argentina.

Decisões e eliminações mais famosas

Brasil e Argentina já disputaram vários jogos importantes de torneios sulamericanos, mundiais, olímpicos e também de categorias inferiores. Entre os jogos finais mais emblemáticos, estão as decisões da Copa América de 2004, quando Adriano empatou a partida nos minutos finais com um golaço, levando a decisão para os pênaltis e tirando um título que estava nas mãos da Argentina. A Copa das Confederações de 2005, na Alemanha, foi outra oportunidade em que o Brasil humilhou seus adversários, com uma goleada de 4 a 1. Entre as derrotas mais doloridas do Brasil, está o jogo disputado pelas oitavas de final da Copa de 90 na Itália. Naquela ocasião, a Argentina de Maradona ganhou de 1 a 0 com gol de Caniggia, eliminando o Brasil da competição.

Rivalidade entre os clubes

O Brasil leva vantagem na quantidade de títulos mundiais conquistados. A seleção verde amarela foi cinco vezes campeã da Copa do Mundo, contra somente dois títulos dos argentinos. Porém, quando o assunto é Copa Libertadores, os clubes argentinos estão na frente. São 22 campeonatos para os portenhos contra 16 dos brasileiros. O clube mais temido pelos brasileiros é o Boca Juniors, que já ganhou seis vezes o campeonato continental de clubes, eliminando Santos e Palmeiras na final em algumas situações. Outro grande campeão é o Independiente, que possui sete títulos. Os brasileiros ainda precisam ganhar muito para poder equiparar o nível. Santos e São Paulo contam com três títulos cada.( extraído de http://www.ehow.com.br/surgiu-rivalidade-futebol-entre-brasil-argentina-info_76869/)

Ilustrações: Getty Images

quinta-feira, 10 de julho de 2014

EXPRESSÕES POPULARES

DAR COM OS BURROS N’ÁGUA

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A expressão surgiu no período do Brasil Colonial, onde tropeiros que escoavam a produção de ouro, cacau e café precisavam ir da região Sul à Sudeste sobre burros e mulas. O fato era que muitas vezes esses burros, devido à falta de estradas adequadas, passavam por caminhos muito difíceis e regiões alagadas e muitos morriam afogados.

Daí em diante o termo passou a ser usado para se referir a alguém que faz um grande esforço para conseguir alguma coisa e não obtém sucesso.

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DE MÃOS ABANANDO

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Na época da intensa imigração no Brasil, os imigrantes tinham que ter suas próprias ferramentas. As “mãos abanando” eram um sinal de que aquele imigrante não estava disposto a trabalhar.

A partir daí o termo passou a ser empregado para designar alguém que não traz nada consigo. Uma aplicação comum da expressão é quando alguém vai a uma festa de aniversário sem levar presente.

in : Curiosidades Sobre Expressões Populares - http://www.vocesabia.net

terça-feira, 1 de julho de 2014

DIA DO LEITOR

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No dia 7 de janeiro é comemorado o Dia do Leitor, comemoração Brasileira, surgida a partir do aniversário do jornal cearense “O Povo”, que foi fundado em 7 de janeiro de 1928 pelo poeta e jornalista brasileiro Demócrito Rocha. 

Demócrito Rocha foi dentista, funcionário dos Correios e telégrafos, intelectual, deputado federal e jornalista . Fundou, em 1929, o órgão literário Maracajá. Quando Demócrito Rocha fundou o jornal diário O Povo, que se transformaria numa espécie de cartão de visita do Ceará, o Maracajá passou a circular como um dos seus suplementos.

Lamentam ainda hoje os cearenses que a obra poética de Demócrito Rocha não tenha sido recolhida em livro, mas. pelo menos um de seus poemas, O Rio Jaguaribe, ganhou foros de imortalidade, aparecendo em várias antologias.

Demócrito Rocha pertenceu à Academia Cearense de Letras, e morreu em Fortaleza no dia 29 de novembro de 1943. (fonte : http://clubedolivrodesatolep.wordpress.com/)