sexta-feira, 22 de agosto de 2014

FLOR DO LÁCIO

Kledir Ramil

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A expressão “Flor do Lácio” tem sido usada para simbolizar a nossa língua. Vem do soneto “Língua Portuguesa”, do poeta Olavo Bilac, que nasceu em 1865 e se foi em 1918. O primeiro verso diz: “Última flor do Lácio, inculta e bela”, se referindo ao nosso idioma como a última língua derivada do tal Latim Vulgar falado no Lácio. O termo "inculta" faz menção ao fato de ser uma língua do povo, diferente do Latim Clássico, que era usado pelas classes superiores. Ao mesmo tempo, conseguia ser "bela", apesar de sua origem humilde.

Imagino que você deve saber recitar de cor o poema de Bilac, mas caso tenha faltado à aula nesse dia, anota aí:

Última flor do Lácio, inculta e bela
És, a um tempo, esplendor e sepultura:
Ouro nativo, que na ganga impura
A bruta mina entre os cascalhos vela...

Amo-te assim, desconhecida e obscura.
Tuba de alto clangor, lira singela,
Que tens o trom e o silvo da procela,
E o arrolo da saudade e da ternura!

Amo o teu viço agreste e o teu aroma
De virgens selvas e de oceano largo!
Amo-te, ó rude e doloroso idioma,

Em que da voz materna ouvi: "meu filho!",
E em que Camões chorou, no exílio amargo,
O gênio sem ventura e o amor sem brilho!

CRÔNICAS
Kledir Ramil
https://www.facebook.com/kledir.ramil

Saiba mais em http://www.infoescola.com/italia/lacio/

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