sábado, 20 de setembro de 2014

OS PRIMEIROS BADERNEIROS

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"Uma bailarina italiana, linda e sensual, provocou furor no Rio de Janeiro, em 1851. O nome dela era Marietta Baderna, e seus fãs exaltados passaram a ser chamados inicialmente de badernas, e depois de baderneiros.
Foi assim que baderna virou sinônimo de bagunça, confusão. Viva a Marietta! Viva a baderna!" ( Extraído da coluna de Mouzar Benedito, no Blog da Boitempo:
http://wp.me/pB9tZ-23g)

domingo, 7 de setembro de 2014

O AVARENTO

Heloísa Campos e Maria Fernanda Vomero

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Cada centavo guardado é uma vitória. Gosta de fazer os outros acreditarem que é pobre. O receio infundado de que o dinheiro venha a faltar o faz manter o patrimônio intocado.

Em casos extremos, o dinheiro transforma-s na única justificativa da existência. Esse tipo desagradável foi muito criticado nos livros. Numa versão do desenho animado da Canção de Natal, de Charles Dickens, o pão duro Scrooge é interpretado magistralmente por Tio Patinhas.

Ele toma no sentido literal uma sensação generalizada:
" A idéia errônea de que o dinheiro pode nos completar, dando-nos aquilo que não temos",nas palavras do sociólogo escocês Nigel Dodd, da Universidade de Glasgow.

O mão-fechada pode se transformar num escravo dos cifrões que só lê extratos bancários e saldos de poupança e adora contar e recontar seus reais, extraindo do contato físico com o dinheiro uma satisfação parecida com a do viciado e sua seringa.

"O sovina provavelmente viveu num campo de concentração afetivo na infância, onde o movimento de dar e receber amor e prazer não existia", afirma a psicoterapeuta Djanira Ribeiro, de Brasília.

Mas esses tipos são avaros também com eles mesmos. Não se acham no direito de se conceder prazeres e costumam sofrer muito com isso. ( "O Fetiche do Dinheiro", revista "Emoção e Inteligência", nº 7, dezembro, 2010)