segunda-feira, 30 de maio de 2016

ARTE DE LER




Certa vez, o escritor e filósofo francês Voltaire disse: 'Lê-se muito pouco. E, entre os que desejam se instruir, a maioria lê muito mal.' Voltaire talvez repensasse essa afirmação se soubesse que essa maioria que 'lê muito mal' simplesmente o faz por não saber como ler. 

Isso quer dizer que a leitura nada mais é do que técnica? Sim, e não apenas uma, mas um conjunto delas - é o que afirma Émile Faguet, autor de A arte de ler, que chega às livrarias com o selo da editora Casa da Palavra, traduzido por Adriana Lisboa. 

Escrito no início do século XX, o livro permanece atual quase 100 anos após sua primeira publicação (1911), principalmente quando se leva em conta o excesso de informação dos dias atuais, em que a otimização da leitura se faz oportuna. 'A arte de ler é a arte de pensar com um pouco de ajuda', disse Faguet. Dessa forma, o autor sugere o primeiro passo para um melhor aproveitamento de qualquer livro: identificar os objetivos da leitura e os diferentes tipos de livros, bem como suas particularidades.

Diversas artes para diferentes livros:

Um livro científico possui um objetivo completamente diferente do de um livro de poesias, por exemplo. Se o primeiro se propõe a instruir e o segundo a entreter, não faz sentido que sejam lidos do mesmo modo. Essa é a premissa básica de Faguet. A partir daí, artes de leitura específicas para cada tipo de livro são destrinchadas. 

Livros de poesia, por exemplo, devem ser lidos primeiro em voz baixa, 'para que compreendamos seu pensamento', e em seguida em voz alta, 'para que o ouvido se dê conta da cadência e da harmonia'. Já uma peça teatral requer do leitor uma considerável capacidade de abstração, que pode ser obtida com idas ao teatro. Por outro lado, um livro de crítica literária nunca deve ser lido antes do livro criticado - ler um crítico antes do autor significa ler com olhos de outrem. 



Esses são apenas exemplos dos tipos de livros relacionados por Faguet, que não descarta nem a leitura de livros ruins, mesmo que seja apenas por pura diversão ou apuração do senso crítico.

A única técnica comum a todos os tipos de livro é, de acordo com o autor, ler devagar e reler sempre que possível. Assim, a capacidade de compreensão do texto é potencializada e, através da leitura lenta, identifica-se, inclusive, qual livro deve-se ler e qual só foi feito para não ser lido. Nada pode ser mais útil atualmente, quando não há espaço para perda de tempo.

A arte de ler trata, sobretudo, do gosto pela leitura, de técnicas que servem, simplesmente, para que todo prazer decorrente dessa atividade seja aproveitado ao máximo. ( fonte:  http://www.saraiva.com.br/a-arte-de-ler-2646820.html)

terça-feira, 24 de maio de 2016

A MORTE DA BEZERRA


Pensar na morte da bezerra é uma expressão popular utilizada quando alguém aparenta estar distraído, introspectivo, alheio a tudo e muito pensativo.

É considerado um ditado popular bastante comum no Brasil e em Portugal. No entanto, existem algumas discordâncias entre as histórias que supostamente teriam dado origem a esta expressão.

A teoria mais aceita fala de uma história proveniente das antigas tradições hebraicas, onde os hebreus tinham o costume de ofertar bezerros para Deus, em sinal de gratidão ou redenção de seus pecados.

De acordo com a lenda, o filho mais novo do rei Absalão era muito afeiçoado com uma pequena bezerra que seu pai tinha e não queria que esta fosse sacrificada. Mas, Absalão não poupou o animal, sacrificando-o em homenagem à Deus.





Conta-se que o menino, desde então, passou o resto da vida pensando na morte da pequena bezerra, agindo de modo triste e distante de todos. Algumas versões da lenda dizem que o menino teria morrido alguns meses após a morte da bezerra, devido a gravidade de sua tristeza.

Outra suposta história sobre como esta expressão teria se originado é típica de Portugal. Segundo a lenda, existia um homem chamado Bezerra que teria cometido vários crimes hediondos na cidade do Porto. Os moradores indignados com as ações do criminoso, espancaram-no violentamente durante vários quilómetros.

A morte do Bezerra teria sido tão violenta, que desde então quando alguém era visto com um ar pensativo ou distante, dizia-se que estava "a pensar na morte do Bezerra". ( fonte: http://www.significados.com.br )