terça-feira, 24 de janeiro de 2017

MIX CURIOSIDADES

TIMIDOS

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Eles estão em todos os lugares, na vida real e na ficção,
da literatura clássica à cultura pop. O introvertido número um da literatura talvez seja Julien Sorel, protagonista do romance O vermelho e o negro, do século XIX. Fã de filosofia e de leituras religiosas, o personagem criado pelo francês Henri-Marie Beyle, conhecido como Stendhal, leva centenas de páginas até conseguir se aproximar de sua amada, Madame de Renal – uma paixão proibida, pois ela é casada com o prefeito da fictícia cidade de Verrières.

Na cultura pop, esse papel é exercido por Clark Kent, habitante de outra cidade fictícia, Metrópolis, que ganha a vida como repórter do jornal Planeta Diário. Criação do gigante dos quadrinhos DC Comics, Kent treme quando se aproxima da colega Lois Lane, por quem é apaixonado, e só se torna mais desinibido quando veste a cueca por cima da calça e combate o crime com a capa de Super-Homem.

A ficção imita a realidade, na medida em que Sorel, Kent e os introvertidos da vida real padecem do mesmo desajuste: viver numa sociedade que valoriza os populares, os esfuziantes, os palradores e despreza os que coram, gaguejam, suam nas mãos. Aqueles que, em resumo, lamentam que a espécie humana seja gregária obrigando-os a interagir o tempo todo com seus semelhantes.E que veem uma profunda e incômoda realidade na máxima do filósofo francês Jean-Paul Sartre, que escreveu que “o inferno são os outros”. ( NATÁLIA SPINACÉ. COM NATHALIA ZIEMKIEWICZ,REVISTA Época.16.02;2012 (http://revistaepoca.globo.com/vida/noticia/2012/02/timidez-como-usa-la-seu-favor.html)

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ESPERANDO O NATAL

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"Eu sempre gostei de filmes de Jesus, desde pequena. A mim encanta esse homem que partilha, que caminha pelas estradas poeirentas, que ama o próximo e o distante. O que ampara a mulher adúltera, o que come com as prostitutas e os tribunos, o que está no mundo, mas não é do mundo.

Gosto da sua violência contra os vendilhões e sempre me emociono demais com a absurda fé que ele tinha nas gentes. E, no filme de Zefirelli, a cena final sempre me faz chorar. É quando ele volta da morte, e está com os apóstolos. Alguém pergunta: e agora, para onde vais?

Então ele olha para a câmera e como a fitar nossos próprios olhos diz: não tenham medo, eu sempre estarei com vocês! Acho isso de uma ternura abissal.

Nestes dias que antecedem o natal eu gosto de rever estes filmes. Até mesmo o de Mel Gibson, que escancara a tortura e a dor infligida a quem decidiu questionar a lei vigente.

Penso que, de algum modo, em cada um dos diferentes “Jesus” que o cinema nos apresenta, há um pouco do homem que gostaríamos de ser. Esse que é capaz da mais radical doçura, que cura o doente, que ampara a alma em escombros.

É por isso que o meu natal não tem Papai Noel, esse criado pela Coca-Cola em 1931. Não. Ele é repleto da busca desse Jesus que nos olha nos olhos e diz que sempre estará conosco." ( Elaine Tavares HTtp://geleiageneral.blogspot.com.br/)

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FRASE

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"Macaco velho não pula em galho seco." (Provérbio Popular)

Segundo o escritor Orlando Batista dos Santos,autor do livro "Boca do Povo", isso quer dizer que   " Os experientes sabem onde está o perigo.".

No seu artigo "Os Animais e A Sabedoria Popular",ele explica que " O amor à natureza é uma das características do povo simples. Via de regra, nem mesmo os animais ficam de fora na hora de ilustrar sua sabedoria. Os ditados populares fazem parte da cultura da humanidade. Para cada época ou situação é possível encontrar maneiras diferentes de interpretá-los."

 

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