sábado, 8 de julho de 2017

MIX CURIOSIDADES

CANTAR DO GALO

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Por que o galo canta ao amanhecer?

  Quando nasce o dia, ele canta bem alto para avisar ao  galinheiro que continua vivo e no comando. O canto tem a função de  assustar eventuais desafiantes e foi a forma que ele encontrou para  controlar seu território.

O galinheiro tem somente um galo porque se
  tivesse dois, apenas um sobreviveria à luta pela liderança. ( Guia dos Curiosos/Perguntas/Reino Animal)

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DILEMA DE ANTÍGONA

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No filme As Pontes de Madison (1995, Clint Eastwood), Meryl Streep interpreta uma pacata dona de casa que se enamora de um fotógrafo que passa pela cidade. A paixão desestabiliza sua vida. A protagonista pensa em largar filhos, posição e marido e se lançar à aventura extrema de uma paixão fora do remanso fluido dos rios pequeno-burgueses.

Há um momento-chave: o carro para e ela está nele com o marido. Ela quer seguir o coração, largar aqueles seres e correr para seu amor. A personagem, então, coloca a mão na maçaneta do veículo. Chove e o carro com o fotógrafo está à frente. O tempo é curto, a angústia dilacerante. Se ela abrir, largará a honradez da dona de casa interiorana. Fugirá de tudo que a definiu e entrará numa zona nova, desafiadora e distante da única zona de conforto que conheceu.

O olhar dela expressa tudo, a cena se desenrola por imagens e uma direção de câmera nervosa. Bem, nossa heroína afasta a mão da porta libertadora e aceita permanecer onde está e onde ficará até a morte. Venceu a covardia ou a coragem? Dilema de Antígona: sigo o coração ou a lei?

A cena do cinema dialoga com o mundo shakespeariano. A diferença é que o drama da personagem não é uma cena filmada, mas um diálogo representado, uma reflexão que se desenrola. Tudo o que o olhar da esposa-mãe-amante do filme nos diz, indiretamente, o bardo (Shakespeare) desenvolve com os diálogos mais dilacerantes da literatura teatral. ("Ler ou não ler, eis a questão", Leandro Karnal, jornal O Estado de São Paulo,23 Abril 2017 )

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SÓFOCLES : O MITO "ANTÍGONA"

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O significado de Antígona para o estudante de direito e das ciências sociais, mas também para o cidadão em geral, se revela na tensão política entre poder constituído e o ideal ético. A história de Antígona,   centrada na tragédia grega de Sófocles é explicitada após o fato de perder ambos os irmãos em uma guerra na qual eram inimigos e ver-se impedida de sepultar o perdedor.

Creonte, irmão de Jocasta - mãe e avó de Antígona, - assume o poder de Tebas e impediu através de um decreto o funeral de Policine. Antígona, contrariada sepulta o irmão.

Entra neste momento o dilema do poder e da lei versus o ideal de justiça. Antígona, ao desobedecer o decreto parcial de Creonte, assume este estigma do indivíduo que usa do ideal ético-cívico grego; age de acordo com o amplamente aceito, o cultural que forma essencialmente sua sociedade - a justiça que sobrepaira qualquer parcialidade humana, que é ditada pelos deuses, seres superiores; justiça esta que civicamente deve ser defendida, explicitada. (Edilene Freire Queiroz, "Do pathos do teatro grego à paixão da contemporaneidade," Revista SymposiuM - Unicap.)

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